
As declarações foram feitas pouco antes do encontro de Lula com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que busca o apoio do Brasil, que ocupa uma cadeira rotativa no Conselho de Segurança da ONU, para impor novas sanções ao Irão pelo seu programa nuclear.
"Não é prudente encostar o Irão a parede, o que é prudente é estabelecer negociações", afirmou Lula a jornalistas.
O presidente voltou a defender o uso de energia nuclear para fins pacíficos. "Se o Irão tiver concordância com isso, o Irão terá o apoio do Brasil", afirmou Lula.
Sobre um possível pedido de apoio brasileiro da secretária dos EUA contra o Irão, Lula disse que a questão deve ser tratada com o chanceler Celso Amorim, que recebeu Hillary antes do encontro dela com o presidente.
Lula, que disse já ter tratado com líderes mundiais, incluindo o presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a posição do Brasil com relação ao Irão, acrescentou que pretende ter uma "conversa muito franca" com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre a questão.
"Se o Irão quiser ir além disso (uso pacífico da energia nuclear), o Irão irá contra o que está estabelecido na Constituição brasileira, e por isso nós não poderemos concordar", afirmou o presidente.
Lula tem viagem prevista à República Islâmica em Maio. Ahmadinejad esteve no Brasil em Novembro do ano passado, quando Lula também defendeu o direito iraniano a um programa nuclear com fins pacíficos.
Angola Press, 4 de Março de 2010.
0 comentários:
Enviar um comentário