segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Irã se compromete a fornecer petróleo ao Senegal durante um ano


O Irã se comprometeu a fornecer petróleo bruto ao Senegal durante um ano e a comprar 34% do capital da refinaria do país africano, que vem tendo dificuldades no abastecimento, anunciou nesta segunda-feira o ministro da Energia senegalês.

Estes compromissos foram assinados pelos dois países ao término de uma visita de trabalho a Teerã do ministro de Energia senegalês, Samuel Sarr, explicou à AFP uma fonte do ministério.

"Os textos prevêem o fornecimento durante um ano de petróleo bruto pelo Irã à Sociedade Africana de Refino (SAR)", cujo acionista majoritário é o Estado senegalês, afirmou a fonte, sem dar detalhes sobre valores.

"O fornecimento deve começar imediatamente", acrescentou.

Os acordos determinam também a participação da companhia de petróleo iraniana NIORDC (National Iranian Oil, Refining and Distribution Company) "no capital da SAR, a um nível de 34%", algo que se concretizará no decorrer do ano, segundo a fonte.

As autoridades iranianas e senegalesas também entraram no acordo sobre o desenvolvimento das capacidades de hidrocarbonetos no Senegal.

Último Segundo

Volei: Brasil termina na sétima colocação; Irã fica com o título

Seis vezes campeã mundial infanto-juvenil, a seleção brasileira masculina de vôlei igualou na edição 2007 do torneio seu pior resultado na história da competição: após vencer a Índia neste domingo, o time do técnico Marcos Lerbach terminou o Mundial com a sétima colocação, mesma posição obtida em 1999. A vitória sobre os indianos foi por 3 sets a 1, com parciais de 25/17, 25/22, 16/25 e 25/16.

Apesar do resultado ruim, Lerbach ressalta que esta geração tem um futuro promissor. “Não jogamos tão bem nesta competição, mas isso faz parte desse trabalho de formação. O potencial de nossos jogadores é muito bom e, com certeza, esse grupo conseguirá melhores resultados nas próximas competições”, acredita.

Surpreendentemente, o título mundial da categoria ficou com o Irã, que bateu a China na final em um eletrizante 3 a 2, parciais de 21/25, 25/22, 26/24, 29/31 e 15/07. O jogo, realizado na cidade mexicana de Tijuana, teve um público de quatro mil pessoas, que viram também o iraniano Ghiasi Mojtaba ser eleito o melhor jogador. Os brasileiros não ganharam nenhum prêmio individual.

O bronze no torneio ficou com a França, que venceu a Argentina por 3 sets a 1, parciais de 25/20, 18/25, 26/24 e 27/25. “As coisas não aconteceram como queríamos. Mas isso acontece. É como a vida, nem sempre tudo acontece do jeito que queremos. O mais importante é aprender com as derrotas para crescermos como profissionais e pessoas”, discursou o técnico brasileiro.

Último Segundo

Sarkozy defende via diplomática para o Irão


A crise nuclear iraniana só pode ser resolvida através da diplomacia. Uma convicção revelada esta segunda-feira por Nicolas Sarkozy durante a primeira grande exposição das linhas gerais para a política externa francesa para os próximos tempos.

Por outro ldo, Presidente defendeu o endurecimento das sanções impostas à república islâmica: "O Irão com uma bomba nuclear para mim não é aceitável, e estou seguro das minhas palavras. Quero sublinhar a determinação total da França face ao actual plano ligado ao aumento das sanções, mas também a uma abertura, se o Irão escolher respeitar as suas obrigações. Esta iniciativa é a única que nos permite evitar uma alternativa que eu considero catastrófica: Uma bomba iraniana ou o bombardeamento do Irão".

Sarkozy voltou a sublinhar também que a Turquia não faz sentido na União Europeia e defendeu a posição do chefe da diplomacia francesa Bernard Kouchner que a semana passada declarou que o priemeiro-ministro Nouri al- Malliki não seria o mais indicado para liderar o Governo iraquiano com vista ao fim do conflito iniciado em 2003.

Numa clara viragem de rumo face à política de Chirac, o novo presidente francês afirmou-se preparado para encetar conversações ao mais alto nível com a Síria e mostrou que a França está disposta a assumir o papel de mediador para o Médio Oriente.

EuroNews

Orquestra Sinfónica de Osnabruck vai actuar em Teerão


A Orquestra Sinfónica de Osnabruck chegou hoje a Teerão para dois concertos que devem ser os primeiros de um agrupamento ocidental no Irão desde a revolução islâmica de 1979.

O repertório da orquestra alemã inclui obras de Beethoven e de Brahms e os elementos femininos da orquestra vão actuar com a cabeça coberta.

Esta visita retribui a presença, no ano passado, da Orquestra Sinfónica de Teerão na Alemanha e os responsáveis alemães sublinharam que se trata apenas de intercâmbio cultural.

«Quero mostrar às pessoas dos dois países que não devem ter medo umas das outras e que é um grande prazer conhecermo-nos», disse o director do festival de Verão de Osnabruck, Michael Dreyer.

A música clássica ocidental era mal vista no Irão no período que se seguiu à revolução, mas nos últimos anos tem regressado à radio e a concertos.

Os concertos da orquestra alemã estão previstos para quarta e quinta-feira, devendo os músicos deixar o Irão no sábado.

Diário Digital

Irão diz ter esclarecido AIEA sobre testes com plutónio

O Irão disse nesta segunda-feira ter entregue à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) os esclarecimentos pedidos sobre as suas experiências já realizadas com plutónio, um dos temas em aberto no que respeita ao seu polémico programa nuclear.

A AIEA reconheceu que, em relação ao plutónio, "as declarações passadas do Irão estão em conformidade com as conclusões da agência, e esse ponto foi, assim, resolvido", declarou a embaixada da República Islâmica junto à agência, num comunicado citado pela AFP.

Por enquanto, a AIEA não confirmou nem desmentiu esta informação.

Na última semana, o Irão e a AIEA anunciaram que se entenderam sobre um calendário para que Teerão responda às questões em suspenso relativas ao seu programa nuclear.

Tiago Fiqueiredo Silva, Diário Económico, 27 de Agosto de 2007 [fonte]

Irã testa com sucesso sua primeira "bomba inteligente" guiada por laser

Teerã, 26 ago (EFE).- O ministro da Defesa do Irã, general Mustafa Nayar, anunciou hoje que seu país testou "com sucesso" a primeira "bomba inteligente" iraniana, de 900 quilos e guiada por laser.

Ainda segundo o ministro, a produção do armamento em nível industrial já começou.

Imagens da bomba foram exibidas pela rede de TV iraniana "Alalam", que citou Nayar enquanto afirmava que a arma pode ser lançada por caças-bombardeiros F-4 e F-5, a 20 quilômetros de distância de seus alvos.

O ministro disse que a nova bomba, de fabricação nacional, tem "uma capacidade destrutiva maior". Além disso, demonstrou sua confiança em que a produção do armamento em nível industrial "aumentará consideravelmente a capacidade defensiva da República Islâmica".

Nayar também anunciou que começaram a funcionar quatro linhas de produção de balas com capacidade de perfurar coletes.

Segundo o ministro, o objetivo do Irã com a criação de material bélico é "meramente defensivo".

"Todas as armas de fabricação nacional nos setores aéreo, marítimo e terrestre, incluindo os mísseis e as armas pesadas, são unicamente para elevar a capacidade defensiva do Irã", afirmou.

"Os meios de comunicação imperialistas, especialmente os americanos e sionistas (israelenses), tentam apresentar nossa capacidade defensiva como uma ameaça aos países da região", acrescentou.

"Nossas armas são para a segurança e a estabilidade da região e não representarão ameaça alguma para qualquer país da região", afirmou o ministro.

O teste da "bomba inteligente" iraniana ocorreu duas semanas após Teerã afirmar ter testado seu primeiro avião de combate de fabricação nacional "Azrajsh", que foi classificado como um "novo êxito tecnológico dos especialistas iranianos".

Além disso, o comandante dos Guardiões da Revolução, Yahya Safaui, revelou na semana passada que este corpo militar de elite conta com material bélico sofisticado de fabricação nacional, incluindo mísseis de até dois mil quilômetros de alcance.

As notícias sobre os "avanços" militares iranianos começaram a ser difundidas depois que os EUA anunciaram que venderão US$ 20 bilhões em armas à Arábia Saudita e a outros vizinhos árabes da República Islâmica.

Além disso, coincidem com a crescente tensão entre EUA e Irã pela pela intenção de Washington de classificar os poderosos Guardiões da Revolução, considerados a coluna vertebral da defesa do regime xiita de Teerã, como uma "organização terrorista".

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Mohamad Hosseini, disse ser contra a intenção americana e disse que Teerã "adotará uma decisão adequada" se os Guardiões da Revolução forem considerados terroristas.

Último Segundo

Nuclear: Irão acusa EUA de prejudicar negociações


O Irão acusou hoje os Estados Unidos de tentar prejudicar as negociações com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o programa nuclear de Teerão.

O Irão e a AIEA realizaram dois dias de negociações na semana passada sobre um plano para haver mais transparência. Um responsável da ONU descreveu o acordo como um «marco», mas os EUA afirmam que ele tem «limitações reais».

«Não havia mais nada que pudesse ser esperado dos EUA... A direcção (das negociações) entre o Irão e a agência teve sucesso, outros países comemoraram também. Os norte-americanos estão a esforçar-se para prejudicar essa tradição», disse o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Ali Hosseini. Afirmou ainda que a ameaça dos EUA de classificar a Guarda Revolucionária do Irão como grupo terrorista internacional, medida que permitiria aos norte-americanos congelar as contas do grupo, é uma manobra política antes da divulgação do relatório da AIEA, esta semana.

Diário Digital

Governador do Banco Central do Irão renuncia ao cargo

O governador do Banco Central do Irão, Ebrahim Sheibani, contrário à redução da taxa de juros decidida pelo presidente Mahmud Ahmadinejad, renunciou, informou hoje a agência Irna.

A renúncia acontece depois dos ministros do Petróleo e da Indústrias também terem pedido demissão, a 12 de Agosto.

Sheibani «pode ser substituído por Tahmasb Mazaheri», actual presidente do Export and Development Bank, segundo a agência Irna, que cita fonte próxima ao ministério das Finanças iraniano.

Nomeado em Maio de 2003, o governador era contrário à decisão do governo, anunciada a 22 de Maio e aplicada pouco tempo depois, de reduzir a taxa de juros praticada pelos bancos públicos e privados.

Sheibani era oposto a esta medida, considerada muito inflacionista pelos economistas. O ministro contava com o apoio do titular da Economia, Davud Danesh Jaafari.

Diário Digital

Ministro da Cultura: “A nossa guerra de libertação contra a filosofia do Ocidente é a causa da hostilidade dos EUA para com o Irão”


“A nossa guerra de libertação contra a filosofia do Ocidente e dos sionistas é a causa da hostilidade deles para com o Irão”, manifestou o ministro iraniano da Cultura e Orientação Islâmica.

Mohammad Saffar Harandi revelou estas palavras na reunião preliminar da União de Formações Estudantis do Mundo Islâmico em Isfahán, e acrescentou: “São muitos os motivos da hostilidade dos EUA e dos sionistas para com os países que reivindicam liberdade, mas deduzimos que a principal razão da inimizade que o Ocidente sente para com o povo iraniano é algo que, ao contrário do que alguns crêem, tem a ver com o perigo em que caiem os seus interesses económicos e políticos com o facto do Irão representar um modelo novo de administração das sociedades.”

Saffar Harandi realçou ainda: “Nos últimos 200 anos o Ocidente ofereceu uma forma influída do humanismo para todas as sociedades, tanto para as liberais como para as socialistas, e o que a Revolução islâmica fez foi desafiar essa filosofia e guiar os povos do mundo para essa revolução de poder sobre-humano, ou seja, o poder de Deus e da espiritualidade.”

“Decidimos resistir e lutar contra as exigências e a hegemonia da blasfémia. Graças a Deus surgiu uma oportunidade histórica e, à mercê das boas relações entre as nações muçulmanas e entre os estudantes dos países islâmicos, cada dia se torna mais forte a ideia patente no Livro Sagrado.”

sábado, 25 de agosto de 2007

O ministro iraniano das Cooperativas anunciou a construção de um milhão e meio de vivendas até Março de 2008


O ministro das Cooperativas do Irão, Mohammad Abbasi, anunciou que até final do ano que vem (que no Irão acaba a 20 de Março) se irão construir 1.500.000 vivendas.

Abbasi explicou que para a sua construção se designou um orçamento de 10 biliões de tomanes (cerca de 8 biliões de euros) e que para baixar os custos o governo cedeu os terrenos, para a sua construção, às cooperativas em regime de aluguer gratuito por um período de 99 anos.

O ministro acrescentou que nos últimos dois anos se criaram 40.000 cooperativas e afirmou: “Actualmente operam 130.000 cooperativas em diferentes sectores económicos do país, das quais 50% fazem parte do sector da produção e da agricultura.”

Inventado em Teerão um “assento inteligente” para cinema


A Câmara de Ideias e Invenções do Irão, na província de Azerbeiyán Oriental, testou com sucesso um “assento inteligente” com o qual se poderá experimentar as sensações não visuais do cinema.

Com este novo assento será possível experienciar os movimentos, os odores e inclusivamente os agentes atmosféricos que se visualizem no grande ecrã, aproximando deste o modo o telespectador do que se passa na película.

Iraque: Mottaki afirma que se deve negociar com os EUA para auxiliá-los a emendar “a sua política errónea”


“O rumo adoptado por Teerão no que diz respeito às negociações com os EUA referentes à ocupação do Iraque consistem em emendar as suas políticas erróneas de modo a instaurar totalmente a segurança no Iraque e na região”, declarou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros numa conferência de imprensa que deu após a sua visita à cidade de Qom.

“Para instaurar a paz e a segurança no Iraque é mester corrigir as anteriores políticas praticadas pelos ocupadores”, acrescentou.

IRÃO PREPARADO PARA RESPONDER À AGÊNCIA

Noutra parte desta conferência de imprensa Mottake manifestou que “de acordo com a Organização Internacional da Energia Atómica (OIEA) não se testemunhou qualquer prova de desvio do programa nuclear iraniano para outros objectivos que não sejam os pacíficos.”

“O Irão sempre respondeu às questões colocadas pela OIEA e delineou de forma transparente um marco que lhe permita responder a outras questões que sejam eventualmente colocadas”, asseverou.

Mottaki manifestou-se optimista em que este novo marco seja uma nova forma através da qual se possa convencer a outra parte de que as negociações são a melhor via para resolver o actual contenciosos, e acrescentou que Teerão saúda a continuação dos diálogos dos seus delegados com o grupo dos 5+1 para fazer valer os seus direitos à exploração pacífica da energia atómica.

Irã vai atender à AIEA em etapas, dizem diplomatas


VIENA - O Irã vai resolver em etapas, até o final do ano, suas pendências com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas isso não bastará para declarar que seu programa nuclear é plenamente pacífico, disseram diplomatas na sexta-feira.

Eles revelaram vários aspectos de um plano aceito nesta semana pelo Irã e pela AIEA, com os quais a República Islâmica pretende confirmar o caráter pacífico do seu programa e evitar novas sanções. Pelo plano, os inspetores internacionais voltariam a ter acesso regular e efetivo às instalações subterrâneas de enriquecimento de urânio do Irã.

O plano deve ser apresentado na semana que vem aos 35 países da direção da AIEA. Segundo diplomatas que tiveram acesso a ele, Teerã terá de provar primeiro as questões mais "fáceis", passando gradualmente às dúvidas mais complexas da AIEA e concluindo o processo em dezembro.

Um diplomata disse que a AIEA havia sugerido uma ação mais ampla e imediata por parte do Irã, para não esgotar a paciência de potências ocidentais que desconfiam que Teerã esteja desenvolvendo armas nucleares. "Mas o Irã foi irredutível a respeito do sequenciamento, resolvendo as questões uma a uma", completou esse diplomata.

"A preocupação é que eles marquem pontos politicamente no começo, resolvendo as coisas mais fáceis, para então se esquivar de esclarecer as questões mais delicadas, atribuindo isso a mais ações (de sanções) do Conselho de Segurança, ou mesmo conversas sobre ações. A AIEA então talvez tenha de pedir mais tempo (às grandes potências)."

Outros diplomatas ocidentais compartilham da impressão de que o interesse do Irã é manter o Conselho de Segurança afastado enquanto continua a enriquecer urânio até aperfeiçoar essa tecnologia.

A primeira leva de questões incluiu os experimentos do Irã com plutônio, o elemento físsil mais comum em ogivas nucleares; o restabelecimento do acesso de inspetores ao reator de água-pesada de Arak, sob construção; e um acordo com valor legal regulamentando as inspeções no complexo de enriquecimento de Natanz.

A segunda fase diria respeito aos esforços do Irã para construir centrífugas P-2, capazes de refinar urânio com o dobro ou triplo da velocidade da centrífuga P-1. O Irã obteve peças de centrífugas no mercado negro que era mantido pelo cientista nuclear paquistanês A.Q. Khan, segundo diplomatas.

De acordo com eles, a terceira fase, em dezembro, envolveria as suspeitas sobre o difuso caráter militar do programa.

O Irã terá de explicar, por exemplo, a revelação de documentos descrevendo como transformar o metal de urânio em formatos "hemisféricos", adequados ao uso em bombas atômicas, e a existência de partículas de urânio adequado para uso em armas em equipamentos examinados por inspetores.

Mas, contrariando o que pleiteava o Irã, a AIEA se recusa a emitir, ao fim do processo, uma declaração atestando o caráter pacífico do programa nuclear -- isso ficaria apenas para quando o Irã autorizasse inspeções intrusivas em locais que não são declarados nucleares sob o Protocolo Adicional ao Tratado de Não-Proliferação. O Irã deixou de cumprir o Protocolo em 2006, como protesto pelas sanções da ONU, o que prejudicou ainda mais as inspeções.

Os EUA disseram que o plano tem "limitações reais" e que Washington vai continuar propondo sanções mais duras contra Teerã.

Mark Heinrich, Estadão, 24 de Agosto de 2007 [fonte]

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Pupilos iranianos obtiveram 4 medalhas nas olimpíadas da informática


A equipa dos pupilos iranianos que participou na 19ª edição das Olimpíadas Internacionais de Informática (IOI) obtiveram uma medalha de ouro e três medalhas de prata.

A 19ª edição das IOI decorreu na cidade de Zagrebe, na Croácia, entre 16 a 22 de Agosto e participaram na mesma 73 países.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

EUA diz que acordo Irão/AIEA é forma de manipulação


Washington não ficou impressionado com a promessa de transparência iraniana. Gregory Schulte, enviado americano das Nações Unidas diz que a atitude iraniana serviu para afastar as suspeitas da sua busca secreta por bombas atómicas.

A AIEA recusou comentar as declarações de Schulte. Um diplomata próximo da agência disse que as suas afirmações mostram «uma campanha deliberada para provocar o fracasso do processo».

Schulte disse que Washington deu as boas vindas a qualquer progresso que levasse à resolução das questões problemáticas que dizem respeito às actividades nucleares do Irão.

«Mas compreendemos que existem limitações reais com o plano, incluindo a recusa para implementar o Protocolo Adicional da AIEA», disse aos jornalistas numa chamada telefónica em conferência.

Gregory estava a referir-se a uma medida que permitiria os inspectores fazer verificações em sítios não declarados mas considerados importantes para resolver as investigações da AIEA no programa nuclear do Irão, que já duram há quatro anos.

O acordo assinado na terça-feira servirá para resolver as preocupações da AIEA acerca das indícios dados pelos serviços de inteligência acerca de envolvimento militar iraniano no projecto que alegadamente apenas pretende o uso pacífico da energia nuclear.

Os diplomatas ocidentais acreditam que o Irão está a fazer um esforço de cooperação para dividir poderes munidas importantes no que diz respeito à necessidade de sansões mais duras para o país do Médio Oriente.

A Rússia e a China estão relutantes, e isto faz com que o Irão tenha mais tempo para continuar com o projecto de enriquecimento de urânio.

Poderes ocidentais acreditam que o objectivo declarado do Irão de refinar urânio para produzir electricidade seja apenas uma fachada para aperfeiçoar os meios para fazer bombas nucleares.

Reuters/SOL, 23 de Agosto de 2006 [fonte]

Ahmadinejad assegura que o Irão vai continuar com o seu programa nuclear


"Os países da ONU sabem muito bem que o seu comportamento em relação ao Irão não terá nenhum impacto na nossa determinação e vão acabar por ser forçados a admitir os direitos do povo iraniano", assegurou Ahmadinejad à agência oficial de notícias IRNA, citado pela AFP.

"Queremos tecnologia nuclear ao serviço do progresso, da segurança e da paz das nações, e opomo-nos à proliferação de armas de destruição em massa", argumentou Ahmadinejad.

O presidente iraniano visitou durante dois dias o Azerbaijão com o objectivo de contra-atacar a crescente influência dos Estados Unidos sobre esta ex-república soviética, rica em petróleo.

Ahmadinejad aproveitou a ocasião para acusar a Casa Branca de "semear a discórdia entre as nações".

Este anúncio acontece pouco depois do embaixador dos Estados Unidos na Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Gregory Schulte, ter anunciado que o governo iraniano não aceitou novas inspecções da ONU.

Depois de dois dias de negociações entre o Irão e a AIEA, ambas as partes concordaram com um calendário de inspecções, ao que agora Teerão impõe "limitações" (como a não suspensão do programa de enriquecimento de urânio), que tornam inviáveis as novas inspeções.

"Entendemos que existem limitações reais ao plano", afirmou Schulte à imprensa em Viena, sede da AIEA.

O embaixador norte-americano acrescentou que o Irão continua a negar-se em colocar em prática as disposições da agência internacional.

"O Irão tornou claro que só aceitará (as exigências da agência) se for suspensa a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas", que ameaçou com duras sanções se a República Islâmica não deixar de enriquecer urânio.

Segundo Schulte, uma cooperação "parcial, condicional e futura" não é suficiente. "O Irão deve cooperar por completo com a AIEA", sentenciou o responsável norte-americano.

"Está claro que é uma tentativa de distrair a atenção sobre o seu progressivo desenvolvimento da capacidade de produzir a bomba (atómica)", acrescentou.

O urânio enriquecido serve como combustível para os reactores civis mas é igualmente a matéria-prima para construir a bomba atómica. No entanto, o Irão insiste que o objectivo do seu programa nuclear é para fins pacíficos.

Tiago Figueiredo Silva, Diário Económico, 22 de Agosto de 2007 [fonte]

Irã e Turquia assinam acordo energético


SÃO PAULO, 22 de agosto de 2007 - Os ministros de Energia da Turquia e do Irã assinaram um acordo de cooperação para incrementar as exportações de energia elétrica do Irã para a Turquia. O acordo foi assinado no Teerã e é a segunda versão de uma negociação preliminar. O ministro de Energia da Turquia, Helmy Guler, foi ao país vizinho com sua delegação para as formalidades.

Segundo o ministro de Energia do Irã, Parviz Fatah, a assinatura da segunda versão do acordo tornou a realização do projeto viável a curto prazo. O Irã vai exportar energia elétrica para a Turquia e os dois países vão compartilhar o uso de energia nos horários de pico e quando a demanda de um dos países for maior que o normal.

Fatah informou que os horários de pico nos dois países diferem e por isso será muito aprorprada e conveniente a cooperação entre ambos. O ministro exemplificou que a Armênia e o Azerbaijão têm um acordo similar.

O Irã exporta energia para o Afeganistão, o Paquistão e o Iraque. (Daniel Augusto Ribeiro Pereira - InvestNews)

Gazeta Mercantil

EUA criticam acordo de cooperação nuclear entre Irã e AIEA

VIENA (Reuters) - O acordo de cooperação entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) tem "limitações reais", e Teerã deveria parar de tentar manipular os inspetores estrangeiros, disse na quarta-feira um importante diplomata norte-americano.

Os EUA não se impressionaram com a promessa de transparência do programa nuclear iraniano --saudada como "um marco" pela AIEA-- e vão continuar propondo sanções mais duras da ONU à República Islâmica, disse Gregory Schulte, embaixador dos EUA junto à AIEA.

"É claro que saudamos qualquer progresso em resolver questões perturbadoras a respeito das atividades nucleares do Irã", afirmou Schulte a jornalistas, falando por teleconferência de Viena, onde trabalha.

"Mas entendemos que há limitações reais ao plano, inclusive a continuada recusa do Irã em implementar o Protocolo Adicional da AIEA", acrescentou.

Schulte referia-se à autorização para inspeções internacionais em instalações que não são especificamente nucleares, mas que podem ajudar a resolver velhas dúvidas sobre a abrangência e natureza do programa nuclear iraniano -- que Teerã diz ser pacífico, contrariando as acusações ocidentais.

Negociadores da AIEA dizem que o Irã aceitou um cronograma para o plano, mas não disseram quanto tempo levará.

Schulte considerou inaceitável que o Irã condicione a transparência das suas instalações ao arquivamento de medidas que levariam a novas sanções do Conselho de Segurança.

"A cooperação que seja parcial, condicional, e só prometida no futuro não basta. A cooperação que permita ao Irã levar adiante o desenvolvimento da capacidade de construir armas nucleares também não basta", afirmou.

"Se os líderes iranianos realmente querem a confiança do mundo, devem parar de tentar manipular a AIEA, começar a cooperar plena e incondicionalmente e suspender as atividades que causam preocupação internacional."

Mark Heinrich, Reuters Brasil

Irã testará sua primeira "bomba inteligente" dirigida a laser

Teerã, 22 ago (EFE).- O Irã deve testar nos próximos dias sua primeira "bomba inteligente" dirigida a laser, informou hoje o Ministério da Defesa iraniano em comunicado.

A nota, transmitida pela agência oficial iraniana "Irna", explica que a bomba "Ghased" será testada durante "a Semana do Governo, que começou hoje mesmo", e afirma que "pode ser lançada de caças-bombardeiros F-4 e F-5".

"Trata-se de uma bomba muito potente, moderna e inteligente, cuja fabricação era monopolizada por poucos países do mundo", indica o comunicado.

O ministério afirma que os técnicos iranianos finalizaram as fases da fabricação e produção em nível industrial da bomba "Ghased", sem dar mais detalhes.

A informação foi divulgada menos de duas semanas após o Irã anunciar que testou seu primeiro avião de combate de fabricação nacional "Azrajsh", que considerou um "novo êxito tecnológico dos técnicos iranianos".

O comandante da Guarda da Revolução revelou na semana passada que este corpo militar de elite conta com material bélico sofisticado de fabricação nacional, incluindo mísseis de até 2 mil quilômetros de alcance.

As notícias sobre as "conquistas" militares iranianas ocorrem depois de os EUA anunciarem que venderá armas no valor de US$ 20 bilhões à Arábia Saudita e outros vizinhos árabes da República Islâmica.

Também coincidem com a crescente tensão entre EUA e o Irã pela intenção de Washington de declarar como "organização terrorista" a Guarda da Revolução, considerada o principal corpo da defesa do regime xiita de Teerã.

Último Segundo

Irã diz que seu acordo com AIEA não significa "volta atrás" em plano nuclear


Teerã, 22 ago (EFE).- O Irã explicou hoje que o "plano marco" estabelecido com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para solucionar os assuntos pendentes em relação ao caso nuclear não significa a "suspensão ou a volta trás" no seu programa atômico.

O porta-voz do Governo iraniano, Gholamhossein Elham, também reiterou que a República Islâmica insiste em que seu caso nuclear seja tratado somente pela AIEA e não pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Achamos que o lugar adequado para solucionar o caso nuclear não é Nova York", disse Elham, segundo a agência "Irna".

Reiterou que o "plano marco" alcançado ontem com a AIEA "foi estipulado em conformidade com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). A República Islâmica não renunciará a seus direitos legítimos", para a obtenção da tecnologia atômica.

O embaixador dos EUA na AIEA, Gregory Schulte, qualificou hoje em Viena de "insuficiente" o "plano marco" sobre o esclarecimento de assuntos pendentes na investigação do programa nuclear iraniano.

Schulte criticou o fato de que o Irã queira que "a aplicação do plano dependa de que o Conselho de Segurança não tome mais medidas (contra o país)", insistindo em que "uma cooperação que é parcial, condicional e só consiste em promessas para o futuro não é suficiente".

O porta-voz iraniano reiterou, no entanto, que "não é o correto que o Conselho de Segurança trate o caso nuclear iraniano, já que a AIEA é o lugar adequado para decidir sobre esse assunto".

Elham também expressou a oposição de seu país a qualquer resolução do Conselho contra o Irã por caso de sua recusa a suspender o enriquecimento de urânio, advertindo que "se o Irã for prejudicado economicamente devido a suas resoluções (com sanções) os ocidentais também serão prejudicados".

Último Segundo

Atleta iraniano ganha medalha de ouro em campeonato de Pequim


Amir Ali Akbari, atleta de 48 quilos de peso, membro da equipa juvenil iraniana de luta greco-romana, obteve uma medalha de ouro no campeonato desta modalidade de luta que decorreu em Pequim, na China.


É já a segunda medalha de ouro obtida pela equipa iraniana nestas competições.

Programa nuclear sem "nenhuma suspensão, nenhuma interrupção nem nenhuma regressão."


Gholamhusein Elham, porta-voz do governo iraniano, insistiu numa nova conferência de imprensa que no programa nuclear de Teerão não se contemplará "nenhuma suspensão, nenhuma interrupção nem nenhuma regressão."

Elham efectuou esta aclaração após a conclusão da terceira volta das negociações nucleares em Teerão e realçou que o marco obtido para resolver as questões ainda pendentes foi concebido conforme o Tratado de Não Proliferação de armas nucleares (TNP) e os seus acordos protocolares.

Reiterou que o país não irá renunciar aos seus direitos inalienáveis uma vez que se o fizesse já não se trataria de um "diálogo" mas de uma "regressão".

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Khomeiny terá banido a frase 'Morte à América'


Akbar Hachémi Rafsandjani, antigo presidente do Irão e alto responsável do país, revela no novo volume das suas memórias que o fundador da República Islâmica, o ayatollah Khomeiny, se preparava para banir o uso da tradicional palavra de ordem "Morte à América".

Chefe do Conselho do discernimento - órgão de arbitragem entre o Parlamento e o Conselho dos Guardiãos - , Rafsandjani revela no V volume das suas memórias que, em 1984, quando era presidente do Parlamento, um deputado lhe sugeriu que fossem "banidas as palavras de ordem 'Morte à América' e 'Morte à União Soviética'". "Disse-lhe: 'foi tomada uma decisão de princípio e o imã [Khomeiny] aprovou-a, mas esperamos o momento oportuno", escreve Rafsandjani.

Recorde-se que, entre 1980 e 1989, o Irão estava em guerra com o Iraque, conflito iniciado pelo regime de Saddam Hussein e que os EUA apoiavam. Daí que Teerão tivesse de esperar por um momento mais adequado para abandonar a sua retórica de ódio contra Washington. O ano de 1980 ficou marcado pelo sequestro dos diplomatas americanos em Teerão, o que levou os EUA a cortarem as suas relações com o Irão.

A revelação de Rafsandjani, um conservador pragmático, caiu mal entre os ultraconservadores que lhe pediram para "corrigir o seu comportamento". Os ultraconservadore acusam ainda Rafsandjani, que foi conselheiro do ayatollah Khomeiny, de estar a usar a informação privilegiada que adquiriu quando trabalhava com o fundador da República.
Lumena Raposo, Diário de Notícias, 21 de Agosto de 2007 [fonte]

Ahmadinejad vai a Baku para conter a influência americana

Preocupado em conter a crescente influência dos Estados Unidos na região, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, defendeu nesta terça-feira, em sua primeira visita oficial a Baku, o fortalecimento dos vínculos entre seu país e o Azerbaijão vizinho.

"Temos excelentes relações, em todos os âmbitos. No entanto, ainda há um grande potencial a ser explorado", declarou Ahmadinejad depois de uma reunião com seu colega azerbaijano, Ilham Alyev.

"Não deve haver obstáculos ao desenvolvimento de nossas relações", afirmou, no primeiro dia de uma visita de 48 horas.

O Azerbaijão, de maioria xiita - como o Irã - e rico em petróleo e gás, se encontra entre a Rússia e o Irã.

Aliev qualificou a visita de Ahmadinejad de "muito importante" e disse esperar que "depois dela, nossas relações serão ainda mais estreitas".

Os dois países assinaram cinco acordos bilaterais referentes, entre outros, à construção de uma nova ponte em sua fronteira comum, à criação de novos postos alfandegários e à abertura de uma linha direta de ônibus pelo Irã para ligar o Azerbaijão a seu enclave do Nakhishevan.

Os dois dirigentes também se comprometeram a reforçar sua cooperação na energia e na produção de eletricidade.

Esta viagem é a primeira visita oficial do presidente iraniano ao Azerbaijão, lembrou o porta-voz da embaixada iraniana, Mahjid Feizullan.

O Azerbaijão mantém relações diplomáticas e comerciais estreitas com o Irã, um país com o qual compartilha laços históricos e religiosos.

Entre 16 e 30 milhões de azerbaijanos moram no norte do Irã, enquanto que apenas 8 milhões vivem no próprio Azerbaijão.

Entretanto, Baku também se tornou um dos principais aliados dos Estados Unidos no Cáucaso.

Washington sempre foi favorável à instalação de oledodutos permitindo alimentar o Ocidente em hidrocarbonetos azerbaijanos que passem pela Turquia. Os americanos forneceram assistência militar a Baku, e participaram de manobras militares conjuntas. Por sua vez, o Azerbaijão autorizou a Otan a utilizar seu espaço aéreo para ter um acesso estratégico à Ásia Central e ao Afeganistão.

De acordo com os analistas, Ahmadinejad deve aproveitar sua visita para expressar preocupação com as opções pró-ocidentais assumidas pelo poder azerbaijano.

"O presidente iraniano está preocupado com a questão de uma eventual utilização pelos americanos do território azerbaijano dirigida contra o Irã", declarou Vafa Guluzade, ex-conselheiro em política externa do ex-presidente do Azerbaijão heidar Alyev.

Washington expressou o desejo de utilizar aeroportos do Azerbaijão para fons militares e, segundo analistas, poderia escolher este país como base de ataque em uma eventual operação contra o Irã.

Baku desmentiu categoricamente os rumores segundo os quais autorizaria Washington a utilizar seu território para atacar outro país.

Para os mesmos analistas, os dois presidentes também devem evocar a proposta feita pela Rússia aos americanos de utilizar a estação radar azerbaijana de Gabala, construída pelos soviéticos, como alternativa à instalação na República Tcheca de uma estação radar como parte do futuro escudo antimísseis americano.

A questão do escudo antimísseis provocou recentemente uma tensão entre Washington e Moscou.

Último Segundo

Ahmadinejad quer passar tecnologia nuclear a países pacíficos

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reafirmou hoje que o Irão «alcançou o nível máximo na tecnologia nuclear» e que está disposto a «passar as suas conquistas» a outras nações que defendam a paz.

Ahmadinejad falava na cidade de Ardabil, no nordeste do Irão, onde inaugurou uma fábrica têxtil antes de se deslocar ao Azerbeijão.

«A República Islâmica alcançou os níveis máximos no âmbito da tecnologia nuclear graças à resistência do povo. Também superámos as dificuldades e agora estamos nas margens da paz», disse, minimizando a importância da oposição de «alguns países com más intenções» às actividades nucleares iranianas.«Não podem impedir o nosso desenvolvimento», afirmou.

«As nossas conquistas pertencem a todos os povos do mundo e estamos dispostos a transmiti-las a todos os membros da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) mediante cursos de ensino dentro das suas normativas», acrescentou.

O presidente iraniano disse que Teerão «passará esta tecnologia a todos os países que odeiam a guerra e defendem a paz».

A declaração surge enquanto uma delegação da AIEA prossegue negociações com as autoridades iranianas em Teerão, tentando acordar um plano para solucionar as «questões pendentes» na questão nuclear iraniana.

A República Islâmica tenta mostrar que coopera com a comunidade internacional para evitar o endurecimento das sanções contra o país devido à sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio.

O Irão espera que o caso seja tratado só pela AIEA e não pelo Conselho de Segurança da ONU, que aprovou duas resoluções contendo sanções contra o país.

Entretanto, as autoridades iranianas afirmam que não renunciarão ao enriquecimento de urânio.

Diário Digital

Israel é "bandeira de Satã", afirma presidente iraniano


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticou ontem duramente Israel, ao qual qualificou de "bandeira de Satã", como os iranianos costumam se referir aos Estados Unidos, e não descartou que o Estado judeu esteja em "vias de desaparecimento".

Ahmadinejad, em discurso durante uma reunião com um grupo de religiosos em Teerã, também manifestou sua oposição à democracia ocidental, enquanto acusava a "América (EUA) e a entidade sionista (Israel) de atuar para provocar uma divisão entre os muçulmanos".

BANDEIRA

"A entidade sionista é portadora da bandeira do liberalismo e a democracia ocidental é portadora da bandeira da agressão e da ocupação, esta entidade é a bandeira de Satã", disse o líder iraniano.

"Considerando que a filosofia segundo a qual (Israel) foi construído não tem fundamento, não se descarta que uma entidade assim esteja em vias de queda e desaparecimento", acrescentou Ahmadinejad, cujo país não reconhece o Estado de Israel e considera que este país e os EUA são seus principais inimigos.

Diário de Cuiabá, 19 de Agosto de 2007 [fonte]

Ahmadinejad promete repassar tecnologia nuclear a países pacíficos


Teerã, 21 ago (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reafirmou hoje que seu país "alcançou o nível máximo na tecnologia nuclear" e que está disposto a "passar suas conquistas" a outras nações que defendam a paz.

Ahmadinejad fez esta declaração na cidade de Ardabil, no nordeste do Irã, onde inaugurou fábrica têxtil antes de viajar ao Azerbaijão.

"A República Islâmica alcançou os níveis máximos no âmbito da tecnologia nuclear graças à resistência do povo. Também superamos as dificuldades e agora estamos às margens da paz", disse o presidente.

Ao mesmo tempo, minimizou a importância da oposição de "alguns países com más intenções" às atividades nucleares iranianas, e considerou que estes "não podem impedir nosso desenvolvimento".

"Nossas conquistas pertencem a todos os povos do mundo e estamos dispostos a transmiti-las a todos os membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mediante cursos de ensino dentro de suas normativas", acrescentou.

O governante iraniano disse que Teerã "passará esta tecnologia a todos os países que odeiam a guerra e defendem a paz".

A declaração acontece enquanto uma delegação da AIEA continua negociações com as autoridades iranianas em Teerã, tentando acertar um plano para solucionar as "questões pendentes" na questão nuclear iraniana.

Com isto, a República Islâmica tenta mostrar que coopera com a comunidade internacional para evitar o endurecimento das sanções contra por sua recusa a suspender o enriquecimento de urânio.

O Irã espera que o caso seja tratado só pela AIEA e não pelo Conselho de Segurança da ONU, que aprovou duas resoluções com sanções ao país. Enquanto isso, as autoridades iranianas afirmam que não renunciarão ao enriquecimento de urânio.

Último Segundo

Irão: Detido homem armado que tomou universitários como reféns

Teerão, 21/08 - As forças de segurança iranianas detiveram hoje um homem armado que tomou como reféns, durante uma hora, um grupo de professores e estudantes da Universidade de Teerão, informou a televisão estatal.

O detido, de 27 anos, entrou na manhã de hoje na sala de conferências da universidade, onde acontecia um seminário, e ameaçou com um fuzil os presentes, aos quais reteve durante uma hora antes de se entregar às forças de segurança.

"Não houve feridos, nem danos (...), o homem que tentou tomar reféns se rendeu e foi levado a uma delegacia para interrogatório", disse o chefe da Polícia de Teerão, general Ahmed Reza Radan.

O alto oficial não falou das motivações do detido, enquanto a televisão afirmou que de "sofre distúrbios mentais".

A agência "Mehr", que cita um estudante universitário, afirmou que "o sequestrador tentou obrigar os responsáveis da universidade a projectar o conteúdo de um CD de computador, cujo conteúdo se desconhece".

Alireza Behesti, um dos retidos, afirmou que o sequestrador, que "estava armado com um (fuzil) Kalashnikov, era um ex-agente da Polícia e parece ter problemas psíquicos".

Angola Press

Académica detida no Irão por espionagem vai ser libertada sob caução

A académica com dupla nacionalidade irano-americana Haleh Esfandiari, detida no Irão desde Maio por acusações de espionagem, vai ser libertada sob o pagamento de uma caução de cerca de 244 mil euros, confirmou o seu advogado.

“Posso confirmar que foi libertado por uma caução de três mil milhões de rials [244.771 euros]”, avançou Shirin Ebadi. Uma fonte judicial indicou, por sua vez, à AFP que Haleh Esfandiari deverá ser libertada ainda hoje.

A Casa Branca já reagiu ao anúncio de libertação, através do seu porta-voz, Gordon Johndroe, considerando que se trata de uma “notícia encorajadora, que os Estados Unidos saúdam”.

A detenção de Esfandiari, que se encontrava em Teerão em Maio para visitar a sua mãe, e de outros três irano-americanos pelas autoridades iranianas nos últimos meses ajudou a fomentar as tensões entre as relações entre os Estados Unidos e o Irão.

Além de Esfandiar, que trabalha para o U.S. Woodrow Wilson International Center for Scholars, a polícia iraniana deteve pelas mesmas acusações de espionagem Kian Tajbakhsh, um consultor do Instituto Soros, fundado pelo investidor multimilionário George Soros. Um terceiro irano-americano foi já libertado sob caução, enquanto um quarto continua detido.

No mês passado, a televisão iraniana divulgou as legadas confissões de Esfandiari e Tajbakhsh, que segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano revelaram um “complot” com apoio norte-americano para derrubar as leis clericais iranianas.

Os Estados Unidos consideram as confissões “ilegítimas e forçadas” e pressionaram o Governo de Teerão a libertar os quatro detidos.

Público, 21 de Agosto de 2007 [fonte]

EUA: acordo entre Irã e AIEA é 'animador', mas insuficiente


A Casa Branca considerou nesta terça-feira "animador", mas insuficiente o acordo entre Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre um calendário de cooperação, e planeja continuar seus esforços para uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU contra a República Islâmica.

"Esta notícia é potencialmente estimulante, mas apenas isso não é o suficiente e não cumpre as obrigações do Irã de respeitar plenamente as resoluções do Conselho de Segurança e suspender suas atividades de enriquecimento e conversão" de urânio, disse uma responsável da Casa Branca.

"Vamos continuar lutando para obter uma terceira resolução" no Conselho de Segurança sobre o programa nuclear iraniano, em colaboração com os outros quatro membros permanentes (Rússia, China, França e Grã-Bretanha) e a Alemanha.

Os Estados Unidos acreditam que o programa nuclear civil iraniano é uma fachada para a criação de um arsenal nuclear, mas Teerã insiste em que suas atividades se destinam exclusivamente à produção de energia.

A AIEA investiga o programa nuclear iraniano há mais de quatro anos.

Último Segundo

FRANÇA ADVERTE IRÃ DE SANÇÕES SE INSISTIR EM PROJETO NUCLEAR


PARIS, 21 AGO (ANSA) - O governo francês advertiu hoje o Irã que o país enfrentará sanções "substanciais" impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se insistir no desenvolvimento de projetos nucleares, o que Teerã considera seu direito soberano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Hugues Moret, disse que Paris apoiará sanções "substanciais" no Conselho de Segurança, onde tem direito de veto, como Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Rússia.
"Até que o Irã não aceite a suspensão das atividades sensíveis nós devemos, claramente, continuar enviando mensagens de firmeza", disse Moret.
"Devemos, por isso, conforme a resolução 1.747, avançar no Conselho de Segurança e realizar as consultas necessárias para a adoção de uma terceira resolução de sanções que acreditamos sejam substanciais", acrescentou.
O Irã enfrenta essa briga devido a seus planos nucleares. O país foi submetido às sanções do Conselho de Segurança, que exigiu a suspensão destas atividades. O governo iraniano advertiu que manterá os projetos em andamento, os quais considera parte de seus direitos soberanos, desenvolvidos sob a base de não-proliferação e orientados à produção de combustível para suas centrais elétricas. Contudo, os Estados Unidos e as potências ocidentais exigem a suspensão destes programas, e acusam o país do Oriente Médio de ter objetivos militares, o que foi negado inúmeras vezes por Teerã.
O Irã autorizou a visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) à planta nuclear em construção em Arak, 250 quilômetros a sudoeste da capital do país.
A entrada dos inspetores, no fim de julho, faz parte de um novo programa de cooperação entre a agência e o Irã. O reator de Arak, de 40 megawatts, deverá entrar em funcionamento em 2009, com capacidade para a produção de plutônio destinado para programas de investigação médica. (ANSA)

ANSA

Irã quer que AIEA destaque cooperação atômica

TEERÃ - O Irã espera que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) saliente a cooperação de Teerã em seu próximo relatório sobre o programa nuclear iraniano, que pode eventualmente levar a mais sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), disse uma autoridade iraniana na segunda-feira.

Dirigentes do Irã e da AIEA realizam a terceira rodada de negociações na segunda e terça-feira, discutindo a oferta de mais transparência feita por Teerã, como parte do esforço do país para evitar um terceiro pacote de sanções do Conselho de Segurança da ONU.

Pressionado, o Irã aceitou em junho um 'plano de ação' de 60 dias que daria à AIEA mais acesso a seus locais atômicos e resolveria dúvidas sobre o escopo das suas atividades.

As duas rodadas anteriores de negociações entre Irã e AIEA ocorreram em julho e agosto.

Mohammad Saeedi, subchefe da Organização de Energia Atômica do Irã, descreveu o início da terceira rodada como sendo 'muito bom e construtivo', mas ainda com um longo caminho adiante.

Diplomatas ocidentais dizem que o Irã sabe há anos quais questões precisam ser esclarecidas, e Teerã pode estar ganhando tempo para evitar novas penalidades. Mas alguns diplomatas disseram que também a AIEA precisa de tempo.

- As conversas em Teerã hoje e amanhã nos permitirão avaliar melhor o grau de cooperação do lado iraniano com a AIEA. Muitas das velhas questões podem ser respondidas bem rapidamente, e isso agora deve acontecer - disse um importante diplomata europeu em Viena, onde fica a sede da AIEA.

JB Online

Yalali propõe uma denúncia conjunta entre todos os países da zona contra a presença militar dos EUA

O porta-voz da Comissão para a Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano manifestou o seguinte acerca dos destacamentos militares estadunidenses na região: “Devia realizar-se uma espécie de denúncia conjunta por parte de todos os países da zona contra a presença militar estadunidense.”

Kazem Yalali, que lançou esta sugestão numa conferência de imprensa que decorreu no Parlamento, acrescentou referindo-se ainda ao plano estadunidense do Grande Oriente Médio a às suas pretensões democratizadoras da zona: “O fracasso dos EUA no Iraque teve como consequência que este plano também fracassasse ou fique para a posterioridade.”

“No plano do Grande Médio Oriente, o que Washington deseja efectuar é alterar os Estados e levantar uma revolução minoritária”, sentenciou.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Larijani pede que EUA aceitem "a realidade nuclear do Irã"


Teerã, 20 ago (EFE).- O secretário-geral do Conselho Supremo da Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, disse hoje que a política dos EUA no Iraque "fracassou" e que Washington "deve aceitar a realidade nuclear do Irã, se quiser sair de sua crise atual".

Citado pela agência de notícias iraniana "Mehr", Larijani afirmou que os EUA e "a Entidade Sionista" (Israel) se opõem a que países muçulmanos tenham acesso à tecnologia nuclear "porque temem o despertar islâmico".

"Na sua opinião, nenhum país (islâmico) tem direito a novas tecnologias. Eles dividem os países entre estados de primeiro e segundo grau", disse Larijani em reunião com clérigos xiitas em Teerã.

"Os americanos devem admitir a realidade nuclear da República Islâmica se quiserem sair do beco sem saída em que estão" no Iraque.

Os EUA e o Irã não mantêm relações diplomáticas há 27 anos, mas desde maio negociam sobre o restabelecimento da segurança no Iraque.

A declaração de Larijani, que também é o principal negociador iraniano no tema nuclear, acontece enquanto uma equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) faz uma inspeção em Teerã, em nova tentativa de alcançar um plano para resolver a polêmica sobre as atividades nucleares do país.

Último Segundo

IRÃ LIBERTA DOIS CHINESES ACUSADOS DE ESPIONAGEM

PEQUIM, 20 AGO (ANSA) - O Irã libertou dois chineses presos em julho acusados de espionagem por terem tirado fotos das centrais nucleares, informou hoje o Ministério de Relações Exteriores em Pequim.

A chancelaria chinesa informou que as duas pessoas tiraram fotos de edifícios "sensíveis" para os interesses do Irã em áreas nucleares, mas o fizeram por engano. (ANSA)

ANSA

Ahmadinejad viaja ao Azerbaijão para reforçar acordos sobre petróleo


Baku, 20 ago (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, inicia amanhã, terça-feira, uma visita oficial de dois dias ao vizinho Azerbaijão com o objetivo de reforçar os laços bilaterais e os futuros acordos sobre fornecimento de gás iraniano.

"Serão assinados vários acordos bilaterais. Esperamos que esta visita sirva para fortalecer a paz na região", informaram hoje diplomatas iranianos em Baku à agência de notícias russa "Interfax".

Durante a visita, Ahmadinejad se reunirá com o colega azerbaijano, Ilham Aliyev, para abordar "assuntos de interesse bilateral e também assuntos regionais".

Eles se reuniram pela última vez em maio de 2006, às vésperas da cúpula anual da Organização de Cooperação Econômica (ECO, em inglês), fórum regional que agrupa dez países de maioria muçulmana na Ásia Central, Cáucaso e Oriente Médio.

O Azerbaijão está interessado em uma alternativa ao petróleo russo, já que Moscou aumentou consideravelmente as tarifas dentro da nova política de preços de mercado que cortou subsídios.

Em dezembro de 2005, Aliyev e Ahmadinejad assinaram um memorando de cooperação energética, que deixava aberta a possibilidade de futuros acordos de fornecimento de gás iraniano.

As relações bilaterais foram deterioradas em maio de 2006, quando nacionalistas azerbaijanos queimaram bandeiras iranianas e retratos de Ahmadinejad em protesto contra a morte de 20 pessoas de etnia azeri no norte do Irã.

A ação foi organizada por grupos que promovem a separação do norte do Irã, de maioria azeri, etnia que representa em torno de 20% da população do Irã.

Em todo caso, Baku sempre defendeu o direito do Irã a desenvolver um programa nuclear civil e assegurou que não cederá seu território aos Estados Unidos ou outras potências estrangeiras para agredir países vizinhos.

Último Segundo

Ministro iraniano alerta para catástrofe energética


O ministro do petróleo do Irã, Kazem Vaziri Hamaneh, alertou o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, de uma possível catástrofe no setor energético devido ao alto consumo.

"Se não encontrarmos a solução para o problema energético nos próximos 15 anos, o país vai enfrentar uma catástrofe", declarou Hamaneh durante sua cerimônia de despedida. "Estou preparado para provar que se a situação prosseguir ao longo dos anos a catástrofe vai se confirmar (...) o padrão atual de consumo energético é um desastre para o país", compeltou.

O Irã é o segundo maior pordutor de petróleo da OPEC e está esperançoso em alcançar uma elevada posição e produção de gás também. Estima-se que o país tenha as maiores reservas depois da Rússia.

O petróleo, no entanto, não é refinado no país que é obrigado a importar milhões de litros de combustível refinado para suprir as necessidades domésticas. Em junho, o governo iniciou um programa de racionamento de derivados de petróleo'para amenizar o orçamento de importação para suprir as 70 milhões de pessoas que vivem no Irã.

JB Online

Irão: Teerão planeia exportar 35 biliões de metros cúbicos de gás à Europa por ano

Teerão, 20/08 - O Irão planeia exportar para a Europa, através do território da Turquia, 35 biliões de metros cúbicos de gás por ano, anunciou o ministro interino da Energia do Irão, holam-Hossein Nozari.

O ministro iraniano, citado hoje pelo site da televisão iraniana "Alalam", fez a declaração ao final de uma visita a Teerão de uma delegação turca, liderada pelo ministro da Energia, Helmi Gholer, para falar da cooperação bilateral no âmbito do gás.

Nozari disse que, nas negociações com a delegação turca, foi negociada a construção de um gasoduto com capacidade para 35 biliões de metros cúbicos anuais da zona de Aslauiya, no sudoeste iraniano, até a fronteira com a Turquia, para o transporte do gás à Europa.

O ministro não divulgou detalhes sobre a exportação do gás para a Europa, e afirmou que empresas turcas ficarão responsáveis pelo desenvolvimento das fases 22, 23 e 24 da gigantesca jazida de Pars, no sul.

Angola Press

Teerão: Libertados no Paquistão 21 sequestrados no Irão


O Irão anunciou hoje a libertação de 21 pessoas sequestradas domingo por um grupo de homens armados no sudeste do país e levadas pelos sequestradores, alegadamente narcotraficantes, para o Paquistão.

A agência de notícias Irna afirmou que os reféns foram libertados pela polícia paquistanesa, que deteve 16 dos alegados sequestradores, na maioria paquistaneses, dois dos quais morreram nos confrontos com as forças de segurança paquistanesas.

O encarregado de negócios iraniano em Islamabad, Mohsen Raohi, citado pela agência, disse que os libertados foram levados para Quetta, capital da província do Baluchistão, no Paquistão, de onde serão transferidos para o Irão.

A polícia iraniana afirmou que os sequestradores pertenciam a um grupo dirigido por Abdelmalek Riyi, numa referência à organização sunita Exército de Deus, que as autoridades iranianas ligam à Al Qaeda.

O sequestro ocorreu na madrugada de domingo numa estrada da província iraniana de Sistão-Baluchistão, na fronteira com Paquistão e Afeganistão, conhecida por ser um reduto de grupos armados e bandos de narcotraficantes.

Diário Digital

Irão: Presidente iraniano diz que Israel representa "bandeira de Satanas"

Teerão, 19/08 - O Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, afirmou hoje que Israel representa "a bandeira de Satanás", noticiou a agência oficial IRNA.

Acrescentou que o Estado judaico está destinado a ruir.

"O regime sionista representa a bandeira da violação e da ocupação, e esse regime é a bandeira de Satanás", declarou Ahmadinejad durante uma conferência religiosa internacional em Teerão.

"Não é improvável que este regime esteja no caminho de sua deterioração e dissolução, porque a filosofia por trás da sua criação e sobrevivência é inválida", acrescentou o Presidente.

Os comentários de Ahmadinejad vêm pouco depois da assinatura do acordo norte-americano de 30 bilhões de dólares com Israel para o fornecimento de armas, cujo objectivo explícito é combater a ameaça de um Irão "insurgente".

Estados Unidos e Israel estão cada vez mais preocupados com o avanço do programa nuclear iraniano, já que a suspeita ocidental é de que o país muçulmano esteja de facto a desenvolver armamento atómico.

Teerão insiste em dizer que mantém o programa apenas para fins energéticos pacíficos e civis.

"Os EUA sabem que Israel vive numa região cada vez mais perigosa, onde o Irão se insurge, onde o Irão procura desenvolver a sua capacidade nuclear e expandir o seu poder", afirmou o sub-secretário de Estado norte-americano, Nicholas Burns, antes da assinatura de um documento do pacote de ajuda militar em Jerusalém na última quinta-feira.

"Existe agora uma cooperação clara entre Irão, Síria, Hezbollah e outros grupos, que são os responsáveis pelo conflito na região", além do movimento islâmico palestiniano Hamas, disse Burns.

Israel recebe actualmente 2,4 bilhões de dólares em ajuda militar dos Estados Unidos por ano. Com a assinatura do novo acordo, esse valor deve aumentar em cerca de 600 milhões de dólares, chegando a três bilhões anuais, segundo as autoridades

. Nesta semana, os Estados Unidos afirmaram que consideram Guardiães da Revolução iranianos uma organização "terrorista", mas que, apesar disso, não pretendem acções militares contra o Irão.

A decisão de considerar os Guardiães da Revolução terroristas teria o objectivo de dificultar as actividades económicas e financeiras dos Pasdarans, exército ideológico do regime iraniano, que recebe equipamentos militares sofisticados.

Angola Press

Turquia e Irão acordam reforço de cooperação energética


A Turquia e o Irão firmaram domingo um vasto acordo de cooperação energética que inclui a construção de várias centrais termoeléctricas comuns, bem como um número indeterminado de centrais hidroeléctricas em ambos os países.

O acordo foi rubricado em Teerão, depois de uma ronda de contactos entre o ministro da Energia e Recursos Naturais turco, Hilmi Guler, o seu homólogo iraniano, Parviz Fattah, e o ministro do Petróleo iraniano em funções, Gholam Hosein Nozari.

O conjunto das centrais permitirá gerar cerca de 16.000 megawatts de energia.

O acordo inclui ainda a criação de uma companhia comum para a construção de um gasoduto entre a cidade iraniana de Asaluye e a fronteira turca, que fornecerá cerca de 35 biliões de metros cúbicos anuais de gás à Europa.

Nos termos do acordo, o Irão permitirá a passagem pelo respectivo território do gás procedente do Turquemenistão com destino à Turquia.

«O nosso objectivo é estabelecer um sistema com base na reciprocidade dos direitos mútuos e que proteja as duas partes e os consumidores», declarou Hilmi Guler.

Os Estados Unidos, que não mantêm relações diplomáticas com Teerão mas que são um estreito aliado de Ancara, recusaram com veemência o acordo, objecções ignoradas pela Turquia, que anunciou que investirá cerca de 3.500 milhões de dólares nos campos de gás iranianos a partir do próximo ano.

Além de reforçar os laços nos campos económico e energético, os dois países estarão também a colaborar a nível das forças de segurança da Turquia e Irão, com ataques simultâneos nos últimos dias na luta contra os terroristas do PKK no Curdistão iraquiano, segundo o Governo semi-autónomo do norte do Iraque.

O exército turco tem cerca de 200.000 efectivos na fronteira comum com o Iraque, enquanto aguarda luz verde do Governo e do Parlamento de Ancara para realizar uma vasta ofensiva no país vizinho.

No entanto, o perigo de uma operação transfronteiriça iminente no Curdistão iraquiano já não vem da Turquia, mas sim do Irão, acusou o PUKmedia, o portal de notícias da União Patriótica do Curdistão (PUK), o partido do presidente iraquiano, Yalal Talabani.

De acordo com o PUKmedia, o exército iraniano destacou tropas adicionais durante a última semana para o cruzamento de Haji Omaran, na fronteira entre o Irão e o norte do Iraque, zona onde se registaram intensos combates e lançamento de foguetes, na sequência dos quais morreram cerca de 40 membros da Guarda Revolucionária iraniana e unas 200 famílias iraquianas se viram obrigadas a abandonar as casas, segundo a mesma fonte.

Diário Digital

Irã anuncia morte de seis soldados da Guarda Revolucionária

O Irã anunciou neste sábado a morte de seis soldados da Guarda Revolucionária na queda de um helicóptero na fronteira com o Curdistão iraquiano, mas não comentou as notícias sobre supostos enfrentamentos entre a corporação e rebeldes curdos na região.

Um comunicado do Exército iraniano, transmitido pela agência "Irna" e pela rede de televisão iraniana "Alalam", afirma que um helicóptero do Exército caiu na sexta-feira "por causa do mau tempo" numa área montanhosa do Curdistão iraniano, o que causou a morte de seis guardiões e deixou cinco feridos.

A TV "Al Jazira" informou, por sua vez, que esta noite houve conflitos, na fronteira, entre a Guarda Revolucionária e os milicianos do grupo rebelde curdo Pejak, ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

De acordo com o correspondente da emissora no Curdistão iraquiano, porta-vozes dos rebeldes curdos iranianos garantiram que os enfrentamentos continuam na região, e que "cerca de 30 militares iranianos morreram e um helicóptero foi derrubado" nos combates.

A imprensa iraniana não comenta a informação, mas insiste que o helicóptero participava de manobras militares, quando bateu em uma montanha "por causa do mau tempo".

O suposto acidente é o segundo deste tipo no noroeste do Irã desde que foi anunciada, em fevereiro, a morte de 13 militares - inclusive dois membros da Guarda Revolucionária -, na província do Azerbaijão Ocidental, também devido às condições climáticas.

Gazeta Online

Novas negociações nucleares entre AIEA e Irã na segunda-feira

Uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano entre a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e Irã será realizada nesta segunda-feira, em Teerã, informou Javad Vaidi, vice-secretário do Conselho Supremo iraniano de Segurança Nacional.

"As questões pendentes (da AIEA sobre o programa nuclear iraniano) serão discutidas nesta ocasião", indicou Vaidi.

O Irã poderá ser objeto em setembro de novas sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU por causa de sua recusa de suspender suas atividades de enriquecimento de urânio e cooperar mais amplamente com a AIEA.

Último Segundo

Irã diz que programa nuclear prossegue

O programa nuclear iraniano continua "ininterruptamente", disse um representante iraniano no domingo, véspera de conversações de alto nível com a agência atômica da ONU que visam desarmar as suspeitas ocidentais em relação às intenções de Teerã.

Sob pressão da ONU para suspender as atividades que os Estados Unidos suspeitam que tenham por objetivo montar bombas atômicas, o Irã concordou em junho em redigir um "plano de ação" no prazo de 60 dias para oferecer maior acesso a suas instalações nucleares à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Tendo repetidamente recusado os pedidos internacionais para suspender o enriquecimento de urânio para combustível nuclear, diplomatas dizem que agora o Irã está dando sinais de cooperação com a AIEA, para evitar uma terceira e mais dura rodada de sanções do Conselho de Segurança da ONU.

O Irã, segundo maior produtor da Opep, diz que quer apenas obter eletricidade do urânio enriquecido para que possa vender uma parte maior de seu petróleo e gás.

O embaixador do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, disse à agência de notícias Mehr, em Teerã uqe "as atividades iranianas de enriquecimento de urânio continuam ininterruptamente e sob a plena supervisão da AIEA."

Ele falou antes do início das discussões entre altos representantes iranianos e da AIEA, a começar em Teerã na segunda-feira, após as discussões do mesmo nível realizadas no mês passado em Viena.

"Nesta rodada, a questão será discutida sob seus aspectos legais, técnicos e políticos", disse Soltanieh.

O ministro do Exterior iraniano Manouchehr Mottaki disse que o direito do Irã de obter energia nuclear pacífica deve ser aceito e que o país está agindo de maneira transparente e legal.

O diretor da AIEA, Mohamed ElBaradei, disse que a promessa do Irã de traçar um plano de ação até o final de agosto suscitou a esperança de que seja resolvido o impasse entre o Irã e o Ocidente, que adiou até pelo menos setembro os esforços para intensificar as sanções contra Teerã.

Mas os EUA, que lideram o esforço para isolar o Irã, já deixaram claro que Teerã terá que suspender o enriquecimento de urânio como condição prévia para negociações mais amplas sobre incentivos econômicos e comerciais.

O urânio enriquecido pode ser usado como combustível de usinas elétricas nucleares, ou, se for enriquecido em grau muito maior, pode fornecer material para bombas.

Terra

Irã, Argentina e Índia compõem grupo do Brasil na segunda fase

Tijuana (México) - Depois de se classificar em segundo lugar no grupo B da primeira fase do Campeonato Mundial Infanto-Juvenil, o Brasil terá pela frente as seleções do Irã, da Argentina e da Índia na segunda etapa da competição. A estréia dos brasileiros, que lutam pelo heptacampeonato, será nesta segunda-feira, à 0h (de Brasília), no Ginásio de Usos Multiples, em Tijuana, México.

O confronto com a Argentina será no dia seguinte, no mesmo horário e local. Encerrando a participação nesta etapa, o time verde-amarelo jogará com a Índia na quarta-feira, às 18h (de Brasília), no Ginásio de Usos Multiples.

As duas melhores equipes classificadas no grupo brasileiro continuam na competição e asseguram vaga na semifinal. No outro grupo da segunda fase, estão França, Polônia, Bélgica e China.

Gazeta Esportiva

Ahmadinejad faz sua primeira viagem ao Afeganistão

TEERÃ - O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, fará na terça-feira, 14, sua primeira viagem ao vizinho Afeganistão, informou nesta segunda a agência oficial de notícias do Irna, uma semana depois de o líder afegão ter dito que Teerã estava tendo um papel positivo em seu país.

A Irna não deu detalhes sobre a viagem de Ahmadinejad, adiantando apenas que ele buscará ampliar os laços com Cabul. Ahmadinejad se encontrará com o presidente afegão, Hamid Karzai, em Cabul.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, havia dito na semana passada numa entrevista coletiva conjunta com Karzai na Casa Branca que o Irã estava tendo um comportamento desestabilizador no Afeganistão, onde a milícia fundamentalista islâmica Taleban tem ressurgido.

"Tenho muitas dúvidas sobre se a influência iraniana no Afeganistão é positiva", avaliou Bush depois de um encontro de dois dias com Karzai nos EUA.

Mas Karzai contestou Bush, dizendo que havia ouvido rumores de que armas do Irã estava entrando em seu país mas que até o momento Teerã vinha sendo "um colaborador e uma solução".

A administração Bush alega que o governo islâmico do Irã tem secretamente armado combatentes Taleban. Funcionários americanos alegam que, apesar de Teerã não ser um aliado do Taleban, os iranianos abraçam qualquer oportunidade, seja no Iraque seja no Afeganistão, para complicar esforços de estabilização dos EUA.

Teerã nega as acusações, afirmando que elas fazem parte de uma campanha mais ampla para satanizar o Irã. Teerã alega não fazer sentido um governo liderado pelos xiitas, como ele, ajudar um movimento fundamentalista sunita como o Taleban.

As relações entre o Irã e o Afeganistão sofreram tensões nos últimos meses depois que Teerã deportou de volta cerca de 100.000 afegãos, sendo que muitos deles denunciaram abusos por parte das autoridades iranianas.

O Irã nega as acusações e diz que foi forçado a enviar de volta os afegãos já que está sendo obrigado a conviver hoje com a presença de 1,5 milhão de migrantes afegãos não documentados, que são um grande peso para a economia do país.

Estadão, 13 de Agosto de 2007 [fonte]

Presidente aceita convite para visitar Iraque

O Presidente do Irão aceitou o convite para visitar o Iraque, anunciou este domingo o ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Teerão. No entanto, até ao momento, ainda não foi agendada nenhuma data para a sua visita.

( 22:20 / 19 de Agosto 07 )


O Presidente do Irão aceitou o convite para visitar o Iraque, segundo indicações hoje avançadas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Teerão.

A mesma fonte adiantou que Mahmoud Ahmadinejad, que foi convidado em Agosto pelo primeiro-ministro iraquiano, decidiu agora aceitar o convite.

Até ao momento, ainda não foi agendada nenhuma data para a visita do Presidente do Irão ao Iraque.

TSF Online

Presidente iraniano Ahmadinejad pode visitar o Iraque

TEERÃ - O ministro iraniano do Exterior, Manoucher Mottaki, disse no domingo que o presidente Mahmoud Ahmadinejad aceitou um convite para visitar o vizinho Iraque, numa iniciativa que dificilmente será bem recebida pelos EUA.

Ele afirmou, ainda, que o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, fez o convite a Ahmadinejad após sua própria visita a Teerã, em 8 e 9 de agosto, mas que ainda não foi tomada uma decisão final a esse respeito.

"Quando a decisão definitiva for tomada, a data da visita será anunciada ao público", disse Mottaki a jornalistas em Mashhad, no nordeste do Irã, segundo a agência de notícias ISNA.

Com os xiitas no poder agora também em Bagdá, os laços entre Irã e Iraque se fortaleceram desde 2003, quando forças americanas derrubaram o presidente iraquiano Saddam Hussein, sunita que na década de 1980 travou uma guerra de oito anos contra o Irã xiita.

As forças americanas acusam o Irã de armar e treinar as milícias responsáveis por parte da violência que assola o Iraque pós-Saddam. O Irã nega as acusações e atribui o caos às forças americanas, que hoje chegam a 162 mil soldados.

Teerã e Washington, que não têm relações diplomáticas desde pouco após a revolução islâmica no Irã, em 1979, também estão em campos contrários no que diz respeito ao programa nuclear iraniano. O Irã rejeita as acusações ocidentais de que teria a intenção de fabricar bombas atômicas.

Bagdá vem exortando Irã e os EUA a negociarem e não se enfrentarem em solo iraquiano, e os dois arqui-rivais mantiveram negociações em Bagdá em maio e julho sobre maneiras de melhorar a segurança no Iraque.

Alguns analistas dizem que, apesar de suas acusações mútuas, Irã e EUA têm um interesse comum em pôr fim à violência no Iraque. O Irã quer um governo amigável presidindo um país estável, e um Iraque estável permitiria aos EUA retirar suas forças.

Estadão, 19 de Agosto de 2007 [fonte]

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Jamenei: Ingleses, estadunidenses e sionistas empenham-se em impedir a união dos muçulmanos


O ayatola Ali Jamenei, líder supremo da República Islâmica do Irão, discursou na XIV Assembleia Geral Internacional de Ahlul Beit, em Teerão, na qual se referiu às antigas artimanhas britânicas destinadas a semear a dissenção entre as sociedades muçulmanas, afirmou: “A união dos muçulmanos e a formação de uma única nação islâmica é extremamente perigoso para os ambiciosos imperialistas, razão pela qual actualmente, além dos serviços secretos da Grã Bretanha, também os EUA e os sionistas empregam todo o seu empenho para impedir a união entre os muçulmanos.”

Após fazer alusão à difusão do “Islão puro” depois da vitória da Revolução islâmica do Irão, afirmou: “Outras preocupações sérias que albergam as potências imperialistas é a expansão do Islão jihadista, do Islão da independência, do Islão da honra e da identidade, do Islão contrário à hegemonia estrangeira e por um Irão presente em diferentes pontos do mundo muçulmano e, por essa mesma razão a criação de discrepâncias entre o Irão e os demais países muçulmanos é um dos objectivos que levam a cabo, seriamente, os inimigos da actual conjuntura.”

AVANÇOS CIÊNTIFICOS

O líder fez eco, no seu discurso, aos avanços do país em questões de ciências e de tecnologia bem como noutros campos, como na política, e declarou: “Ante estes brios e este progresso do mundo muçulmano temos uns EUA que se têm debilitado nos últimos 20 anos, que já não têm a glória e o poder que outrora tiveram, além disso Washington e os seus seguidores encurralados pela sua voracidade, na qual se afundam cada vez mais com o passar do tempo, razão pela qual prevemos um futuro perigoso para os mesmos.”

Tendo dito isto, o ayatola Jamenei insistiu na necessidade de que haja uma compreensão realista da situação e que não cresça a vanidade entre os muçulmanos, e precisou: “Todos estes indícios e realidades demonstram que, segundo a tendência natural, as tradições divinas estão em voga na actualidade, naquilo que constitui uma frente da verdade e o despertar muçulmano contra a falsidade, encabeçada pelo Grande Satã, os EUA; sem qualquer dúvida, este último será derrotado.”

Mottaki: desafios internacionais sérios merecem soluções sérias


O mundo actual padece com falta de justiça, afirmou o ministro dos negócios estrangeiros Manouchehr Mottaki no passado Sábado à tarde na cidade de Mashhad.

Falando na sessão de encerramento da reunião anual, com a duração de três dias, dos embaixadores e diplomatas iranianos, realçou, “os desafios internacionais são sérios e merecem soluções sérias.”

“Acreditamos que a hegemonia de um ou mais poderes na actual comunidade internacional já não são eficazes,” adicionou ainda o ministro referindo-se à situação nos Iraque, Afeganistão e Líbano como sendo bons exemplos do falhanço da política unilateral dos EUA.

“Já não vivemos na era posterior à Segunda Guerra Mundial quando as forças conquistadoras costumavam ditar o que desejavam ao resto do mundo com base nos seus próprios interesses,” realçou Mottaki.

Apontou também que, depois de uma cuidada análise das actuais circunstâncias mundiais, os especialistas e analistas iranianos concluíram que chegou a altura de “levar a cabo negociações lógicas e com o propósito de resolver os problemas existentes” no mundo actual.

“Os embaixadores iranianos em todo o mundo começaram a anunciar as posições de Teerão quanto a lidar com os problemas do mundo actual e irão defender firmemente as posições de princípios iranianas a este respeito,” acrescentou ainda Mottaki.