domingo, 1 de março de 2009

AIEA satisfeita com Teerão

O Irão está a cooperar bem com os inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

A informação é avançada, em comunicado, pelo próprio organismo das Nações Unidas.

A AIEA nota que Teerão está, agora, a apresentar mais relatórios sobre urânio enriquecido.

O país de Ahmadinejad nega que esteja a construir armas nucleares, mas a comunidade internacional está atenta.[fonte]

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Discurso do presidente da República Islâmica

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Teerão apela ao “desarmamento global”

O Irão propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, defendendo que a eliminação destas armas é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.

A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, durante a Conferência de Desarmamento a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica.

“A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse Alireza Moaiyeri. “Nesse contexto – acrescenta – o principal objectivo da Conferência deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”

Segundo Moaiyeri, Teerão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.

A Conferência de Desarmamento não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas.

Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa levar a um maior dinamismo, uma vez que o Presidente Obama se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear. [fonte]

Irão: decide por ti mesmo

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Larijani: Irão está disponível a falar com os EUA "sem condições prévias"

O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, anunciou hoje que Teerão está pronto a discutir com os Estados Unidos, “sem condições prévias” desde que os americanos apresentem “um conceito” para este diálogo.

“O diferendo sobre o [programa] nuclear não é um problema insolúvel se deixarmos de estar entricheirados nas nossas posições actuais. Estamos prontos para discutir sem condições prévias, mas para isso precisamos de um verdadeiro ponto de partida”, declarou o representante iraniano, em entrevista ao jornal alemão “Suddeutsche Zeitung”.

Larijani foi o representante iraniano à conferência de segurança de Munique, onde ouviu ontem o vice-presidente norte-americano dizer que os Estados Unidos estão “prontos a falar” com o regime iraniano e dar-lhe uma escolha muito clara: “mantenham o rumo actual e conhecerão a pressão e o isolamento; renunciem ao vosso programa nuclear ilegal e a apoiar o terrorismo e receberão contrapartidas importantes”.

Numa clara reacção a este discurso, o responsável disse que “se os americanos estão verdadeiramente dispostos a resolver os problemas então devem apresentar-nos um conceito”, pois até ao momento “não foi apresentada “nenhuma oferta concreta”. Apenas ouvimos “declarações em entrevistas e em discursos” e isso é insuficiente, sublinhou.

Larijani lamentou ainda que os americanos digam “que estão prontos a falar sem condições prévias” mas continuam “com os mesmos ‘clichés’ da cenoura e do pau, ao ligar o início de conversações à suspensão do programa nuclear iraniano, actualmente centrado na fase de enriquecimento de urânio.

A concretizar-se esta disponibilidade das duas partes, interromper-se-á um silêncio de três décadas entre Washington e Irão, que cortaram relações diplomáticas na sequência da revolução Islâmica de 1979. [fonte]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Irã coloca em órbita o primeiro satélite Omid

O Irã disse que o primeiro satélite próprio, lançado pelo país na terça-feira, tem fins pacíficos e que todas as nações deveriam se beneficiar deste tipo de tecnologia. O satélite foi colocado em órbita com a ajuda do foguete Safir-2.

"A tecnologia do satélite tem fins puramente pacíficos, para atender às necessidades do país", disse Manouchehr Mottaki, ministro das Relações Exteriores do Irã, em uma entrevista coletiva antes da cúpula da União Africana, em Adis-Abeba. As informações são da agência BBC.

O lançamento do satélite Omid (esperança) marca o aniversário da Revolução Islâmica de 1979.

A tecnologia balística de longo alcance usada para levar os satélites ao espaço também pode ser usada para o lançamento de armas, embora o Irã afirme não ter intenção de fazer isso.

"A diferença entre o nosso país e os outros que têm essa capacidade é que acreditamos que a ciência pertence a toda a humanidade", disse. "Algumas pessoas acreditam que as tecnologias avançadas pertencem somente a alguns países".

Mottaki disse que a capacidade militar do Irã é somente defensiva.

"Na história do Irã, nos últimos 100 anos, você não pode apontar nenhuma agressão cometida pelo Irã contra qualquer outra nação", disse.

"O povo iraniano ama a paz. Eles querem paz com todos os países do mundo". [fonte]

Reunião sobre o Irão termina com apelo à cooperação à República Islâmica

Representantes do Grupos dos Seis, que junta os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha, pediram ao Irão que cooperasse com as exigências da ONU em relação ao seu programa nuclear, num encontro hoje, em Wiesbaden (Alemanha).

Na sua primeira reunião desde a tomada de posse de Barack Obama como Presidente dos EUA, os Seis congratularam-se ainda com a oferta americana de conversações directas com a República Islâmica.

Os grupo de Seis países vai “consultar os próximos passos enquanto a Administração americana leva a cabo uma revisão de política”, segundo um comunicado divulgado a seguir ao encontro. Uma nova reunião deve realizar-se após esta revisão em Washington, que deverá acontecer em Março.

Na véspera do encontro, o Irão lançou um satélite no que chamou “um grande avanço na tecnologia espacial”, para coincidir com o aniversário, na próxima semana, dos 30 anos da revolução islâmica que derrubou o Xá Reza Pahlavi, apoiado pelos Estados Unidos.

A tecnologia poderá ser usada para fins militares, e por isso causou apreensão o seu lançamento, justamente na véspera do encontro de hoje dos Seis, apesar do Irão garantir que não usará esta tecnologia para fins militares. A República Islâmica também garante que o seu programa nuclear tem apenas fins civis, mas para terminar as dúvidas a ONU pede que o Irão suspenda a actividade que poderá permitir fabricar a bomba atómica, o enriquecimento de urânio.

Teerão tem negado fazê-lo, argumentado que quer dominar todo o ciclo de produção nuclear, e por isso a República Islâmica foi já submetida a várias rondas de sanções das Nações Unidas. [fonte]

Os Mujahedin do Povo e a política dos EUA para com o Irão

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Iraque determinado na expulsão de membros dos Mujahedin do Povo

As autoridades iraquianas afirmam estar determinadas no encerramento do Campo Ashraf e na extradição dos membros da MKO (Organização dos Mujahedin do Povo) com base nas alegações de que estes têm levado a cabo acto de terrorismo.

Numa entrevista dada na passada sexta-feira o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, revelou que o governo irá implementar medidas parlamentares de modo a expulsar os membros da Organização dos Mujahedin do Povo (MKO) a bem das relações Bagdad-Teerão.

“O Iraque está determinado em acabar com esta organização uma vez que esta está a afectar as relações entre o Irão e o Iraque. Esta organização participou em muitas operações que afectaram civis iranianos e iraquianos”, revelou.

“Continuar no Iraque não é uma opção para eles”, afirmou al-Maliki.

Bagdad tinha já anteriormente, num comunicado datado de 22 de Dezembro de 2008, anunciado que os membros do MKO presentes no Campo Ashraf deviam encerrar o seu campo de treinos e abandonar o país no prazo máximo de seis meses.

O Iraque elaborou também uma lista de membros do MKO que devem ser levados a julgamento pelas operações que têm levado no país. A organização é conhecida pelo seu auxílio prestado ao anterior ditador, Saddam Hussein, no massacre dos curdos iraquianos.

O primeiro-ministro iraquiano realçou que o seu país não cederia às exigências por parte dos EUA de manter Teerão isolada no que diz respeito às suas actividades nucleares.

“Washington jamais poderá persuadir o governo iraquiano a isolar a República Islâmica nem qualquer outro país da região, já agora”, referiu o primeiro-ministro iraquiano.

“Manteremos a colaboração com os países vizinhos de modo a promover os nossos laços regionais, de acordo com a nossa política externa e os nossos direitos constitucionais”, acrescentou.

Está agendada uma visita do primeiro-ministro iraquiano à República Islâmica do Irão neste mesmo Sábado.

domingo, 16 de novembro de 2008

Saffar Harandi reafirma liberdade de imprensa

O ministro da Cultura e da Orientação Islâmica, Mohammad Hossein Saffar Harandi, reafirmou este Domingo o compromisso do governo para com a liberdade de expressão.

Tomando a palavra na cerimónia de abertura do 15º Festival da Imprensa e das Agências Noticiosas, Saffar Harandi afirmou que “Actualmente, temos as condições e a preparação para a expressão de opiniões e pensamentos diferentes.” O mesmo afirmou ainda que actualmente a abertura de expressões e ideias é tão ampla que os principais membros do governo são facilmente criticados.

Adiantou ainda que o governo anseia que a imprensa reflicta as realidades do país e informe o povo com justiça.

“O governo não tem outra expectativa da imprensa e da comunicação social além da reflexão das realidades. A nossa expectativa é um mero reflexo da realidade dos valiosos serviços do governo para com o público”, acrescentou.

O ministro indicou que o número existente de imprensa escrita, jornais e revistas, inclusive semanais ou mensais, publicada no Irão aumentou para um número superior a 3.500 desde a Revolução Islâmica de 1979, quando anteriormente a esta não passavam de um número inferior a 200.

Nos últimos três anos apenas foram atribuídas licenças para a publicação de 1.060 novos diários e periódicos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sampaio está em Teerão numa conferência que pode ajudar os reformadores iranianos

O ex-Presidente Khatami também convidou Prodi, Jospin e Kofi Annan. Discute--se religião, com os olhos postos nas eleições de 2009.

O reformador Mohammad Khatami bem tentou negar que uma conferência ontem iniciada em Teerão fosse uma rampa de lançamento para a sua recandidatura à Presidência da República Islâmica. Mas há muito tempo que o Irão, isolado pelo ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, não recebia tantos dignitários estrangeiros, entre eles o ex-chefe de Estado português Jorge Sampaio.

A conferência, de dois dias, foi organizada pela Fundação para o Diálogo entre Civilizações, criada por Khatami, pelo Centro de Oslo para a Paz e Direitos Humanos e pelo Clube de Madrid. Além de Sampaio, foram convidados os ex-presidentes Mary Robinson, da Irlanda, e Joseph Deiss, da Suíça; os antigos primeiros-ministros Romano Prodi, de Itália, Kjell Magne Bondevik, da Noruega, e Lionel Jospin da França; e ainda Kofi Annan, antigo secretário-geral das Nações Unidas.

O tema em debate é A religião no mundo moderno, mas a nenhum analista local escapou a coincidência de este encontro surgir no mês em que Khatami entreabriu a porta a uma eventual recandidatura nas eleições de Junho de 2009.

"Não devemos confundir a conferência com essas questões [presidenciais]", frisou o antecessor de Ahmadinejad. Também os visitantes tentaram demarcar-se das lutas políticas internas. Mary Robinson declarou, segundo a AFP, que o objectivo é apenas "ajudar a prevenir conflitos e tensões no mundo".

No passado dia 5, depois de muitos apelos de grupos políticos e personalidades do campo reformista, Khatami prometeu "apresentar à sociedade um programa elaborado", para evitar os mal-entendidos dos seus dois sucessivos mandatos, entre 1997 e 2005. "A vontade histórica do povo é a liberdade, o progresso e a justiça", disse, citado na altura por vários jornais iranianos.

A segunda condição de Khatami para ser candidato "é ver até que ponto o [novo] programa pode ser aplicado com as estruturas actuais de poder" - uma implícita alusão aos obstáculos no (mau) relacionamento que teve com os "duros" do regime, entre eles o Guia Supremo, ayatollah Ali Khamenei. "Não tenho medo dos resultados eleitorais tendo em conta os sinais que recebo da sociedade.Nada receio, só não quero regressar ao poder seja a que preço for".

Aos 65 anos, Khatami é ainda visto por muitos como a única esperança de impedir a reeleição de Ahmadinejad, sobretudo agora que os mais pobres - a sua base de apoio - compreenderam a falsidade das suas promessas de bonança económica. Quanto mais cai o preço do petróleo, o recurso de que o Irão é o quarto maior produtor mundial, mais dificuldades Ahmadinejad tem em angariar votos, embora ainda beneficie das bênçãos de Khamenei.

Entra em cena Karrubi

Enquanto Khatami hesita, um outro reformador, o teólogo Mehdi Karrubi, de 71 anos, já formalizou a sua candidatura. Talvez para se "vingar" da derrota (ele chama-lhe "fraude") em 2005 - ficou em terceiro lugar, depois de Ahmadinejad e Ali Akbar Hashemi Rafsanjani.

Karrubi foi confidente do ayatollah Khomeini, fundador da República Islâmica, mas gradualmente tem vindo a moderar o fervor revolucionário. Defende, por exemplo, o restabelecimento de laços com os Estados Unidos, cortados em 1980. "Devemos manter boas relações com todos os países, excepto Israel, ou pelo menos evitar a animosidade", disse o mullah que foi presidente do Majlis (Parlamento), em 1990-1992 e 2000-2004. "Devemos tentar não criar inimigos e infligir custos ao país devido a comentários despropositados. Pagamos um preço elevado pelas declarações do Presidente [Ahmadinejad, que nega o Holocausto e defende a destruição de Israel] e não recebemos absolutamente nada em troca".

Karrubi, líder do partido Etemad e-Melli (Confiança Nacional), está em sintonia com a restante classe política ao dizer que o Irão "tem direito a desenvolver um programa nuclear civil", mas reconhece que "é preciso prestar atenção aos receios do Ocidente e garantir a natureza pacífica" do enriquecimento de urânio.

Karrubi é rival de Khatami, mas admite desistir se surgir outro candidato que una os reformadores. [fonte]