quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sampaio está em Teerão numa conferência que pode ajudar os reformadores iranianos

O ex-Presidente Khatami também convidou Prodi, Jospin e Kofi Annan. Discute--se religião, com os olhos postos nas eleições de 2009.

O reformador Mohammad Khatami bem tentou negar que uma conferência ontem iniciada em Teerão fosse uma rampa de lançamento para a sua recandidatura à Presidência da República Islâmica. Mas há muito tempo que o Irão, isolado pelo ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, não recebia tantos dignitários estrangeiros, entre eles o ex-chefe de Estado português Jorge Sampaio.

A conferência, de dois dias, foi organizada pela Fundação para o Diálogo entre Civilizações, criada por Khatami, pelo Centro de Oslo para a Paz e Direitos Humanos e pelo Clube de Madrid. Além de Sampaio, foram convidados os ex-presidentes Mary Robinson, da Irlanda, e Joseph Deiss, da Suíça; os antigos primeiros-ministros Romano Prodi, de Itália, Kjell Magne Bondevik, da Noruega, e Lionel Jospin da França; e ainda Kofi Annan, antigo secretário-geral das Nações Unidas.

O tema em debate é A religião no mundo moderno, mas a nenhum analista local escapou a coincidência de este encontro surgir no mês em que Khatami entreabriu a porta a uma eventual recandidatura nas eleições de Junho de 2009.

"Não devemos confundir a conferência com essas questões [presidenciais]", frisou o antecessor de Ahmadinejad. Também os visitantes tentaram demarcar-se das lutas políticas internas. Mary Robinson declarou, segundo a AFP, que o objectivo é apenas "ajudar a prevenir conflitos e tensões no mundo".

No passado dia 5, depois de muitos apelos de grupos políticos e personalidades do campo reformista, Khatami prometeu "apresentar à sociedade um programa elaborado", para evitar os mal-entendidos dos seus dois sucessivos mandatos, entre 1997 e 2005. "A vontade histórica do povo é a liberdade, o progresso e a justiça", disse, citado na altura por vários jornais iranianos.

A segunda condição de Khatami para ser candidato "é ver até que ponto o [novo] programa pode ser aplicado com as estruturas actuais de poder" - uma implícita alusão aos obstáculos no (mau) relacionamento que teve com os "duros" do regime, entre eles o Guia Supremo, ayatollah Ali Khamenei. "Não tenho medo dos resultados eleitorais tendo em conta os sinais que recebo da sociedade.Nada receio, só não quero regressar ao poder seja a que preço for".

Aos 65 anos, Khatami é ainda visto por muitos como a única esperança de impedir a reeleição de Ahmadinejad, sobretudo agora que os mais pobres - a sua base de apoio - compreenderam a falsidade das suas promessas de bonança económica. Quanto mais cai o preço do petróleo, o recurso de que o Irão é o quarto maior produtor mundial, mais dificuldades Ahmadinejad tem em angariar votos, embora ainda beneficie das bênçãos de Khamenei.

Entra em cena Karrubi

Enquanto Khatami hesita, um outro reformador, o teólogo Mehdi Karrubi, de 71 anos, já formalizou a sua candidatura. Talvez para se "vingar" da derrota (ele chama-lhe "fraude") em 2005 - ficou em terceiro lugar, depois de Ahmadinejad e Ali Akbar Hashemi Rafsanjani.

Karrubi foi confidente do ayatollah Khomeini, fundador da República Islâmica, mas gradualmente tem vindo a moderar o fervor revolucionário. Defende, por exemplo, o restabelecimento de laços com os Estados Unidos, cortados em 1980. "Devemos manter boas relações com todos os países, excepto Israel, ou pelo menos evitar a animosidade", disse o mullah que foi presidente do Majlis (Parlamento), em 1990-1992 e 2000-2004. "Devemos tentar não criar inimigos e infligir custos ao país devido a comentários despropositados. Pagamos um preço elevado pelas declarações do Presidente [Ahmadinejad, que nega o Holocausto e defende a destruição de Israel] e não recebemos absolutamente nada em troca".

Karrubi, líder do partido Etemad e-Melli (Confiança Nacional), está em sintonia com a restante classe política ao dizer que o Irão "tem direito a desenvolver um programa nuclear civil", mas reconhece que "é preciso prestar atenção aos receios do Ocidente e garantir a natureza pacífica" do enriquecimento de urânio.

Karrubi é rival de Khatami, mas admite desistir se surgir outro candidato que una os reformadores. [fonte]

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Exército iraquiano subjuga campo de treino de terroristas

Passados cinco anos o exército iraquiano consegui finalmente obter o controlo de um campo controlado pela organização terrorista anti-iraniana, indicou-nos um oficial do exército iraquiano.

O Major General Mohammed al-Askari, porta-voz do Ministério da Defesa iraquiano, revelou à cadeia televisiva iraquiana al-Forat TV que um batalhão de militares iraquianos cercou o Campo Ashraf, da Organização Mujahedeen Khalq (MKO) desde quarta-feira à noite, de acordo com a agência noticiosa Fars News.

Esta acção ocorreu após o governo iraquiano ter pressionado, à dois meses, as forças dos EUA presentes no Iraque a abandonarem o apoio que têm fornecido à organização e a passarem o controlo do campo para o exército iraquiano.

De acordo com os relatos obtidos, permanecem cerca de 3.400 terroristas do MKO no Campo Ashraf, localizado na província de Diyala, a 60 quilómetros da capital iraquiana, Bagdade.

Anteriormente, o governo e o parlamento iraquianos anunciaram estar a procurar encontrar uma solução rápida e definitiva que lhes permitisse remover os restantes elementos do MKO do Iraque e encerrar o Campo Ashraf.

As autoridades iraquianas afirmam que o grupo está a desempenhar um papel significante na onda de violência e insegurança que assola o país.

Juntamente com, pelo menos, outros seis campos existentes em solo iraquiano o Campo Ashraf foi oferecido ao MKO como sede e centro de treinos pelo anterior ditador iraquiano, Saddam Hussein.

Foi a partir desta base que o MKO lançou operações contra o Irão no decorrer da guerra Irão-Iraque e, posteriormente, auxiliou Saddam na supressão violenta dos curdos iraquianos durante a insurreição de 1991.

O MKO está listado por muitos países, inclusive Estados membros da União Europeia, como sendo uma organização terrorista. O grupo tem assumido a autoria de centenas de ataques terroristas no interior do Irão.

sábado, 2 de agosto de 2008

Irão: Destacado processo de consolidação das instituições democráticas em Angola


Luanda, 31/07 – O chefe da delegação angolana à XV Conferência Ministerial do Movimento dos Países Não-Alinhados, José Marcos Barrica, considerou quarta-feira, no Irão, especial o actual momento que se vive em Angola, caracterizado pela consolidação das instituições democráticas.

Discursando no evento, realizado nos dias 19 e 30 deste mês, em Teerão, capital iraniana, o ministro da Juventude e Desportos de Angola precisou que alcançada a paz, em 2002, Angola caminha na senda do relançamento da economia e reconstrução nacional, rumo ao desenvolvimento.

Reafirmou a determinação do Governo angolano em continuar a trilhar nessa senda, salientando que as eleições legislativas, marcadas para 5 de Setembro do corrente ano, afiguram-se como importante marco do irreversível processo democrático em curso no país.

Por outro lado, Marcos Barrica considerou a crise no Zimbabwe, cujo país é membro dos Não-Alinhados, como dos assuntos do momento que deve merecer a atenção e apoio dos estados membros, visando a busca de uma solução pacífica.

Neste sentido, saudou a declaração da União Africana sobre a crise, na base da qual se iniciou recentemente um processo negocial entre o Governo e a Oposição, sob mediação do presidente Thabo Mbecky, da África do Sul.

O ministro defendeu, na ocasião, que para um desfecho airoso do complexo e delicado processo deve-se afastar todas as interferências externas susceptíveis de complicar ainda mais a situação no Zimbabwe.

Integrou a delegação angolana ao evento, os embaixadores de Angola junto da União Africana e na Etiópia, e no Egipto e Irão, Manuel Augusto e Hendrick Vaal Neto, respectivamente, bem como o director para as Organizações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, Virgílio Faria.

A XVI Conferência do Movimento dos Países Não-Alinhados terá lugar na Cidade do Cairo, Egipto, em Junho de 2009. [fonte]

Irão critica política nuclear dos EUA de "dois pesos e duas medidas

O representante iraniano na Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), denunciou "uma política norte-americana de dois pesos, duas medidas" após a "luz verde" da agência da ONU a um acordo de cooperação nuclear EUA-Índia.

O embaixador iraniano junto da AIEA, Ali-Asghar Sostanieh, cujo país, apesar dos seus desmentidos, é suspeito pelos países ocidentais de querer desenvolver uma bomba atómica, considerou que o acordo norte-americano-indiano "minará o Tratado de Não-Proliferação Nuclear".

Exprimindo "preocupações sérias", Sostanieh considerou que "a credibilidade, integridade e universalidade" do Tratado são postas em causa, adiantando que os Estados Unidos podem ter, com a ajuda da AIEA, "criado um precedente".

O conselho dos governadores da AIEA deu hoje "luz verde" às propostas de Nova Deli para a vigilância das suas instalações nucleares, através de um "acordo de salvaguarda", abrindo assim caminho para a aplicação do controverso acordo de cooperação nuclear EUA-Índia assinado em 2005.

A "luz verde" da AIEA, uma das agências da Organização das Nações Unidas, deve facilitar a aprovação do acordo nuclear entre Nova Deli e Washington pelo Congresso norte-americano, que o terá ainda de ratificar antes do final do mandato do Presidente George W. Bush.

Aquele acordo nuclear coloca problemas a alguns membros da AIEA, pois a Índia construiu secretamente bombas atómicas, realizou testes e não é ainda signatária do Tratado de não-proliferação nuclear (TNP), menos ainda do Tratado de interdição total dos ensaios nucleares (CTBT).

O TNP, de que o Irão é signatário, limita oficialmente a cinco - as antigas "grandes potências" - o número de países com acesso à arma atómica: os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a Rússia e a China. Mas, além daqueles cinco países, Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte possuem também armas nucleares. [fonte]

Teerão mantém posição de força


A primeira ronda de negociações sobre o programa nuclear do Irão ontem realizada em Genebra fez gorar as elevadas expectativas que antecederam as conversações, nas quais participou, pela primeira vez, um representante dos EUA. Keyvan Imani, embaixador iraniano na Suíça, deixou claro que "está fora de questão suspender ou congelar" o programa nuclear.

"A discussão deste tema não faz parte da agenda do Irão", frisou Imani, citando o líder supremo iraniano, ayatollah Ali Khamenei, para reforçar a sua posição. "Ele disse claramente: ‘não abandonaremos os nossos direitos."

Esta inflexibilidade do Irão compromete o entendimento com EUA, União Europeia e quinteto de países mediadores: Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha. Javier Solana, responsável pela política externa da UE, afirmou após a primeira reunião: "Não tivemos uma resposta clara, nem sim, nem não. Esperamos um esclarecimento em breve". Washington, por seu lado, afirmou que para o Irão só há duas opções: "Cooperação ou confrontação".

As expectativas de entendimento foram reforçadas pela presença em Genebra de William Burns, subsecretário de Estado para os Assuntos Políticos, o mais alto dignitário dos Estados Unidos a falar com o Irão desde a ruptura das relações diplomáticas entre os dois países, em 1979. [fonte]

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Cavaco Silva destaca papel do Irão na estabilidade do Médio Oriente


O presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, realçou o papel “muito importante e influente” da República Islâmica do Irão no Médio Oriente e pediu que se fizesse proveito desta influência para que a paz e a estabilidade se tornem um facto na região.

Cavaco Silva efectuou estas declarações no decorrer da recepção das credenciais do novo embaixador iraniano em Lisboa, Seyyed Rasul Mohayyer, com o qual conversou acerca da cooperação bilateral política, económica e cultural e ainda sobre as “prioridades” dos dois países para o impulso das relações entre os mesmos.

Pela sua parte o embaixador estreante do Irão no país lusitano referiu-se à elevada capacidade de Teerão no que diz respeito às exportações de gás e de petróleo e anunciou a disposição do seu país em “cobrir as necessidades” de Portugal neste campo.

Mohayyer não se esqueceu de referir a faceta cultural de umas relações que contam já com 500 anos de antiguidade e assinalou que um dos seus programas à frente da legação diplomática iraniana se dedicará em impulsionar a cooperação em matéria de turismo e legado cultural. [fonte]

sábado, 31 de maio de 2008

Notícias do Irão #01


Arian Band &Chris De Burgh - Nori Ta Abadiat (Dostet Daram)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Carlos um mês e meio no Irão


O guarda-redes do Boavista segue por empréstimo para o Foolad, o antigo clube de Augusto Inácio.

Carlos Fernandes seguiu esta manhã para o Irão onde irá representar o Foolad. Pouco utilizado esta temporada por Jaime Pacheco, Carlos acordou com os responsáveis axadrezados o empréstimo até ao final do campeonato do Irão.

Apesar da surpresa inicial, Carlos acabou por chegar a acordo com o clube iraniano guardando para mais tarde a resposta ao convite que lhe foi endereçado para prolongar a ligação ao Foolad. [fonte]

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nicarágua pede apoio do Irã para setor agrícola


MANÁGUA - O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, pediu na quinta-feira a seu colega do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, apoio para financiar um programa que estimule a produção no setor agrícola do país.

Durante um longo discurso no município de Estelí, 149 quilômetros ao norte de Manágua, o líder nicaragüense indicou que essa proposta foi enviada ao embaixador do Irã na Nicarágua, Akbar Esmaeil-Pour, com quem se reuniu na tarde de quinta.

Ortega assinalou que esse programa, que tem um custo não revelado, permitirá obter do Irã crédito favorável para os produtores, mas não informou o montante da taxa de juros.

Também permitirá que os produtores nicaragüenses reunidos em cooperativas possam receber ajudas agrícolas, tratores, fertilizantes e até "pequenos pontos para processar leite que podem ser instalados em diferentes locais, onde hoje não há capacidade para fornecer esse leite".

O líder sandinista explicou que o objetivo dessa ajuda do Irã é incentivar os pequenos, médios e grandes produtores agropecuários, e dessa forma fazer frente à crise alimentícia na região. [fonte]

Teerão protesta na ONU contra palavras de Hillary Clinton


Numa carta ao Conselho de Segurança, tornada pública quinta-feira, o embaixador adjunto do Irão, Mehdi Danesh-Yazdi, criticou as palavras, proferidas a 22 de Abril na cadeia ABC, em que a senadora norte-americana “ameaçou utilizar a força contra o Irão de forma injustificada e sob pretextos errados”.

“O Irão exprime a sua profunda preocupação e a sua firme condenação a tais palavras provocadoras, injustificadas e irresponsáveis contra a nação e a civilização iranianas”, referiu a carta.

Clinton, a quem perguntaram o que faria em caso de ataque nuclear a Israel pelo Irão, assegurou: “Quero que os iranianos saibam que se for presidente, atacarei o Irão”.

“Durante os próximos 10 anos, durante os quais eles (os iranianos) poderiam impensadamente lançar um ataque contra Israel, seríamos capazes de os riscar totalmente do mapa”, acrescentou a ex-Primeira Dama.

“Tal declaração é uma violação flagrante das disposições mais fundamentais da Carta da ONU e dos princípios base do direito internacional”, afirmou Danesh-Yazdi na sua carta.

O diplomata iraniano “reiterou a posição do (seu) governo segundo a qual o Irão não tem qualquer intenção de atacar os outros países”.

“No entanto, conforme os seus direitos nos termos da Carta das Nações Unidas, o Irão não hesitará em agir em legitima defesa para responder a qualquer ataque”, acrescentou Danesh-Yazdi. [fonte]